Arquivo da ‘Audição’ Categoria

Postado por Fonológica em 3 de janeiro

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte
kid-doing-school-work
     Assim como o Fonoaudiólogo auxilia pacientes com os mais diversos transtornos de Fala, trata também de outros tipos de dificuldades

     Se o seu filho tem dificuldade em ler e escrever, a terapia fonoaudiológica pode não parecer a resposta óbvia. Muitas pessoas pensam que a Fonoaudiologia se destina apenas às crianças que não conseguem pronunciar certos sons, que gaguejam ou que tem a “língua presa”.

     O Fonoaudiólogo realmente trabalha com estas questões. No entanto, ele também trata de muitos outros tipos de problemas, em áreas como: Linguagem Oral, Linguagem  Escrita e Audição.

     Como funciona a Terapia Fonoaudiológica

     Através de uma Avaliação, o Fonoaudiólogo diagnostica a dificuldade que o paciente apresenta e, assim, consegue determinar qual o tratamento mais adequado para o caso.

     O Fonoaudiólogo é qualificado para tratar as seguintes dificuldades:

  • Fala: Não falar claramente e/ou não conseguir articular alguns sons da fala.
  • Fluência: Dificuldades com a fluência na fala (interrupções e bloqueios), como a gagueira.
  • Voz: Alterações na qualidade da voz (timbre, intensidade, qualidade).
  • Funções Orofaciais: Dificuldades na mastigação, na deglutição, na respiração e na motricidade orofacial.
  • Linguagem Oral: Atrasos no desenvolvimento e dificuldades em compreender e/ou em se expressar oralmente.
  • Linguagem Escrita: Alterações na expressão e/ou na recepção da Linguagem Escrita (Dislexia e Dificuldades Escolares em leitura e/ou escrita).
  • Audição: Alterações do Processamento Auditivo e Deficiência Auditiva.

     Benefícios da Terapia Fonoaudiológica

     A terapia Fonoaudiológica pode ajudar as crianças a falarem mais claramente. Isto as faz se sentirem mais confiantes e menos frustradas ao conversarem com as outras pessoas. Crianças que apresentam dificuldades de linguagem podem se beneficiar socialmente, emocionalmente e academicamente da Terapia Fonoaudiológica.

     Para estudantes com problemas de leitura, como a Dislexia, a terapia fonoaudiológica pode ajudá-los a perceber e a discriminar os sons das palavras, por exemplo: a palavra bola pode ser isolada nos fonemas / b /, / o /, / l / e / a /. Esta habilidade pode ajudar a desenvolver a compreensão da leitura e encorajar o paciente a ter prazer em ler.

     A terapia Fonoaudiológica é especialmente benéfica quando iniciada precocemente. Um estudo verificou que 70% das crianças na Educação Infantil com dificuldades de fala que passaram por tratamento fonoaudiológico mostraram desenvolvimento em suas habilidades de Linguagem.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Imagem: My Cute Graphics

Confira também:

Postado por Fonológica em 19 de março

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

Compreensão de fala em sala de aula ruidosa

 

A transmissão precisa da informação oral em sala de aula é um fator crítico para o êxito acadêmico tanto do aluno com audição normal, como para o aluno com dificuldades de audição (seja por perda auditiva como por alterações no processamento auditivo).

As variáveis acústicas que podem influenciar a percepção adequada da fala são principalmente o ruído, a reverberação e a distância.

Pode ser necessário um esforço considerável para compreender a fala em situações de comunicação adversas, em especial para o ouvinte com dificuldades auditivas.

 

Pesquisadores da Universidade de Manchester, na Inglaterra, pesquisaram o desempenho de crianças de 9 a 11 anos em duas tarefas auditivas, inicialmente isoladas e depois combinadas:

– percepção de fala (ouvir e recordar palavras monossílabas) com aumento gradual de ruído e

– recordar uma sequência de cinco dígitos.

Na tarefa combinada, após a apresentação dos dígitos, uma série de cinco palavras foi apresentada e a criança repetiu cada palavra assim como no teste isolado de percepção de fala. Após as cinco palavras, os participantes foram solicitados a repetir os dígitos apresentados.

 

Resultados:

Nas atividades isoladas, o desempenho no teste de percepção de fala foi piorando conforme o ruído aumentava, porém houve pouca interferência do ruído no teste de recordação da sequência de dígitos.

 

Quando as tarefas foram combinadas, o desempenho na tarefa de percepção de fala foi piorando conforme o ruído de fundo aumentava, como no teste isolado. O teste de recordação de dígitos, neste caso, também foi afetado pela interferência do ruído e o seu desempenho foi piorando conforme o ruído de fundo aumentava.

 

Conclusão:

Este estudo demonstrou que, embora as crianças conseguissem realizar os dois testes combinadamente, foi necessário um grande esforço conforme o ruído de fundo aumentava (o que se refletiu no baixo desempenho no segundo teste de recordação de dígitos).

O ruído de fundo utilizado nesta pesquisa foi comparável aos ambientes típicos de uma sala de aula.

 

Este estudo demonstra a interferência do nível de ruído em sala de aula no desempenho dos alunos e a importância de se pensar em ambientes escolares acusticamente favoráveis à aprendizagem.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

 

Referência:

Howard C., Plack C. e Munro K. Effect of background noise on listening effort in normal hearing 9-11 year olds” em http://www.soundfield.info/pdfs/posternovember-theone.pdf

Imagem:

http://office.microsoft.com/pt-pt/images/

 

Confira também:

Postado por Fonológica em 6 de agosto

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

Julian Treasure é um estudioso do som e aconselha empresas de diversos setores sobre a melhor forma de utilizá-lo.

Nesta palestra para o TED em julho de 2011, Treasure diz que estamos perdendo a nossa habilidade de ouvir.

“Usamos 60% de nosso tempo de comunicação ouvindo, mas não temos sido bons nisso. Retemos apenas 25% daquilo que ouvimos. Ouvir é dar um significado aos sons, é um processo mental e um processo de extração.” afirma Treasure.

E quem poderia discordar destas afirmações?

Nos dias atuais a falta de atenção dada ao mundo sonoro é grande e se tornou objeto de estudo de especialistas e educadores. É notório que hoje em dia o mundo privilegia enormemente o sentido da visão em detrimento da audição.

Sim, apesar de fundamental, ouvir está cada vez mais em segundo plano:
. Do ponto de vista sensorial – num mundo cada vez mais ruidoso, estamos gradualmente perdendo a nossa audição;
. Do ponto de vista do processamento auditivo central – dificuldades em reconhecer e interpretar as informações auditivas;
. Do ponto de vista cognitivo – dificuldades em atribuir significado lógico e emocional ao que ouvimos.

Treasure afirma “Ouvir conscientemente sempre leva à compreensão. Um mundo onde não ouvimos uns aos outros, pode ser um lugar muito assustador.”


Confira também: