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Discriminação visual de letras simétricas

Autoria do jogo: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

A discriminação visual de letras é uma habilidade importantíssima para o processo de alfabetização. Na fase inicial de aprendizagem da leitura a criança, entre outras habilidades, necessita reconhecer os traços distintivos das letras para que seja capaz de ler.

As distinções gráficas das letras são de dois tipos: topológicas (inserção, supressão ou alteração de algum traço, ex: E / F, m / n) ou orientacionais ( n / u – rotação; d / b, p / q – espelhamento; t / f – ambos).

Neste sentido, elaboramos um jogo para o treino da discriminação visual das letras simétricas: p / q / b / d

Bingo “dois bicos, quatro patas”

Referências:

Imagens: www.art4apps.org/

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Intervenção precoce na dislexia

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte
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Intervenção precoce em crianças com dislexia

A identificação de crianças com dislexia, já no primeiro ano do ensino fundamental, poderia diminuir a lacuna em relação aos leitores típicos, de acordo com um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, Davis e da Universidade de Yale.

Os dados indicam que já não é aceitável esperar que a criança esteja no 3º ano ou mais antes de empreender esforços e tratar a dislexia.

“Se a diferença no desempenho entre os leitores disléxicos e típicos deve ser estreitada, ou até mesmo zerada, as intervenções em leitura devem ser implementadas cedo, quando as crianças ainda estão desenvolvendo os fundamentos básicos para a aquisição da leitura”, disse Emilio Ferrer, professor de psicologia UC Davis. Ele é o autor principal do artigo publicado no The Journal of Pediatrics de novembro de 2015.

Ferrer e seus colegas de Yale, Bennett e Sally Shaywitz, relataram os resultados de um estudo longitudinal de leitura a partir do 1º ano até o ensino médio e além. Em comparação com os leitores típicos, os leitores disléxicos tiveram pontuação menor leitura já no 1º ano, e suas trajetórias ao longo do tempo nunca convergiram com as de leitores típicos. Estes dados demonstram que essas diferenças não são tanto em função do aumento das disparidades ao longo do tempo mas, em vez disso, refletem diferenças marcantes já presentes no 1º ano entre os leitores típicos e os leitores disléxicos.

Os autores também concluem que a implementação de programas de leitura eficazes tão cedo quanto educação infantil (pré-escola) oferece o potencial para fechar a lacuna entre os leitores típicos e os leitores disléxicos.

 

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Referência:

University of California – Davis. “Early intervention in dyslexia can narrow achievement gap: Intervention should begin in first grade, or earlier.” ScienceDaily. ScienceDaily, 2 November 2015. <www.sciencedaily.com/releases/2015/11/151102184216.htm>.

Imagem: My cute graphics

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A aventura das palavras

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

a aventura das palavras

“A aventura das palavras” é um novo aplicativo educativo em português, que já se encontra disponível para Android.

Há também uma versão web, possível de ser usada online.

Segundo a equipe da Bubble Boy, o aplicativo ajuda a desenvolver “de forma divertida as competências ligadas à leitura como a correspondência grafofonética (correspondência letra-som), fusão fonética e fusão silábica, trabalhando vários tipos de sílabas (das mais fáceis às mais difíceis) e os casos especiais da Língua Portuguesa”.

O aplicativo apresenta um jogo de escrita de palavras, com três níveis de dificuldade, e a possibilidade de acrescentar mais letras para tornar a atividade ainda mais desafiadora. 

Possui um visual agradável e amigável, com os personagens Jako e Drako.

Uma figura é apresentada e as letras que formam a palavra desta figura se encontram embaralhadas. A criança deverá escrever a palavra, colocando as letras na ordem exata. Depois, poderá verificar se acertou ou não. Caso não tenha conseguido formar a palavra, poderá retirar as letras e recolocá-las novamente. E assim a atividade continua, apresentando novas figuras e desafiando a criança a escrever as palavras que as representam.

É um aplicativo que pode ser usado em vários contextos, inclusive em terapia para crianças com Dificuldades de Aprendizagem.

Esperamos que Tiago Epifânio e João Caleia, da Bubble Boy, continuem a nos oferecer aplicativos educativos interessantes e eficientes como “A aventura das palavras”.

Avaliação: ★ ★ ★ ★ Bom

Referências:

Site do aplicativo da Bubble Boy: http://bubbleboygames.com/our-games/

Google play store: play.google.com/store/apps/details?id=com.bubbleboy

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

 

 

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Distúrbios De Linguagem São Dificuldades De Aprendizagem

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Compartilho no blog Fonológica algumas questões do ótimo artigo “Language Disorders Are Learning Disabilities: challenges on the divergent and diverse paths to language learning disability” escrito em 2014 por Sun e Wallach.

O artigo trata da complexa natureza dos distúrbios de linguagem na primeira infância, a sua sobreposição e a sua continuidade com as dificuldades de aprendizagem na idade escolar e os diversos rótulos diagnósticos que podem acompanhar as crianças com dificuldades de linguagem e de aprendizagem. Os autores propõem que a maior parte dos distúrbios de aprendizagem são dificuldades de linguagem que mudaram ao longo do tempo.

O artigo cita como exemplo o caso de Tim, de 2,5 anos com atraso de linguagem. Tim tem dificuldades tanto na área de compreensão, como de expressão, além de questões de atenção. Ele recebeu o diagnóstico de Dificuldade específica de linguagem (DEL) e continuou a receber atendimento fonoaudiológico quando entrou na escola. No 2º ano, Tim já falava e compreendia a linguagem do dia a dia, mas apresentava dificuldades escolares, incluindo as habilidades em leitura e escrita e em expressar suas ideias oralmente e por escrito. A mãe de Tim questionou a possibilidade da criança apresentar um outro problema além da questão da linguagem.

Esta dúvida da mãe de Tim leva à clássica questão levantada há décadas por pesquisadores: “Estamos falando de um grupo de crianças que são chamadas por diferentes nomes, mas que na realidade evidenciam um continuum de dificuldades na aprendizagem da linguagem?” Esta foi a resposta dada à mãe de Tim – não há uma nova dificuldade, mas uma diferente manifestação da dificuldade de linguagem de Tim. As diferentes dificuldades vão surgindo à medida que Tim enfrenta novos desafios, já que as demandas de linguagem aumentam à medida que o grau de escolaridade avança.

Como o caso de Tim sugere, crianças e adolescentes com desafios na área de linguagem podem ser identificados com diferentes diagnósticos, em diferentes momentos da vida (da pré-escola ao ensino médio e à vida adulta).

O propósito do artigo é desvendar equívocos sobre os caminhos paralelos e divergentes que crianças com dificuldades de linguagem podem assumir através dos anos, às vezes mudando de diagnóstico conforme elas encontram novos desafios na linguagem oral e escrita.

Três argumentos são apresentados sobre a relação entre dificuldades de linguagem e distúrbios de aprendizagem:

1. Os rótulos diagnósticos podem mudar em diferentes contextos por diferentes profissionais – de dificuldades de linguagem para distúrbios de aprendizagem – quando as crianças entram na escola e começam a apresentar dificuldades acadêmicas. Mas, as suas necessidades linguísticas persistem, não importando como sejam chamadas. A maioria das crianças recém identificadas como tendo distúrbios de aprendizagem apresentam necessidades em linguagem e alfabetização pré-existentes que não foram identificadas e que devem ser tratadas.

2. Distúrbios de linguagem nos anos pré-escolares tendem a seguir a criança através do tempo, manifestando-se de forma diferente baseados nas habilidades inerentes ao indivíduo, nos contextos de aprendizagem da linguagem e nas tarefas de aprendizagem. Fonoaudiólogos devem estar cientes dos alicerces linguísticos que as tarefas de aprendizagem demandam e a natureza e período em que há uma “aparente recuperação”.

3. A linguagem está na base de todo o currículo escolar, envolvendo todas as matérias e não somente “Línguas”. A implicação disso é que as escolhas de intervenção devem ser baseadas nas dificuldades que os alunos apresentam no contexto curricular, independentemente de seus rótulos diagnósticos.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

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O que você precisa saber sobre Terapia Fonoaudiológica

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte
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     Assim como o Fonoaudiólogo auxilia pacientes com os mais diversos transtornos de Fala, trata também de outros tipos de dificuldades

     Se o seu filho tem dificuldade em ler e escrever, a terapia fonoaudiológica pode não parecer a resposta óbvia. Muitas pessoas pensam que a Fonoaudiologia se destina apenas às crianças que não conseguem pronunciar certos sons, que gaguejam ou que tem a “língua presa”.

     O Fonoaudiólogo realmente trabalha com estas questões. No entanto, ele também trata de muitos outros tipos de problemas, em áreas como: Linguagem Oral, Linguagem  Escrita e Audição.

     Como funciona a Terapia Fonoaudiológica

     Através de uma Avaliação, o Fonoaudiólogo diagnostica a dificuldade que o paciente apresenta e, assim, consegue determinar qual o tratamento mais adequado para o caso.

     O Fonoaudiólogo é qualificado para tratar as seguintes dificuldades:

  • Fala: Não falar claramente e/ou não conseguir articular alguns sons da fala.
  • Fluência: Dificuldades com a fluência na fala (interrupções e bloqueios), como a gagueira.
  • Voz: Alterações na qualidade da voz (timbre, intensidade, qualidade).
  • Funções Orofaciais: Dificuldades na mastigação, na deglutição, na respiração e na motricidade orofacial.
  • Linguagem Oral: Atrasos no desenvolvimento e dificuldades em compreender e/ou em se expressar oralmente.
  • Linguagem Escrita: Alterações na expressão e/ou na recepção da Linguagem Escrita (Dislexia e Dificuldades Escolares em leitura e/ou escrita).
  • Audição: Alterações do Processamento Auditivo e Deficiência Auditiva.

     Benefícios da Terapia Fonoaudiológica

     A terapia Fonoaudiológica pode ajudar as crianças a falarem mais claramente. Isto as faz se sentirem mais confiantes e menos frustradas ao conversarem com as outras pessoas. Crianças que apresentam dificuldades de linguagem podem se beneficiar socialmente, emocionalmente e academicamente da Terapia Fonoaudiológica.

     Para estudantes com problemas de leitura, como a Dislexia, a terapia fonoaudiológica pode ajudá-los a perceber e a discriminar os sons das palavras, por exemplo: a palavra bola pode ser isolada nos fonemas / b /, / o /, / l / e / a /. Esta habilidade pode ajudar a desenvolver a compreensão da leitura e encorajar o paciente a ter prazer em ler.

     A terapia Fonoaudiológica é especialmente benéfica quando iniciada precocemente. Um estudo verificou que 70% das crianças na Educação Infantil com dificuldades de fala que passaram por tratamento fonoaudiológico mostraram desenvolvimento em suas habilidades de Linguagem.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Imagem: My Cute Graphics

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