Arquivo da ‘Definições’ Categoria

Postado por Fonológica em 18 de agosto

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

Atividade de Linguagem

A estimulação da linguagem mediada pelo adulto contribui para o desenvolvimento da linguagem oral na criança pré-escolar.

O jogo é um meio interessante para promover a interação com a criança de uma forma criativa e divertida.

O site “La classe de Laurène” apresenta vários jogos para o desenvolvimento infantil, em diversas competências.

Destaco o jogo “Qui suis-je?”, em que é possível explorar diversas habilidades linguísticas: vocabulário, elaboração discursiva oral e, até mesmo,  a elaboração discursiva escrita.

O jogo apresenta 24 fichas, cada uma delas com três pistas, para que a criança identifique a que animal pertencem. Este animal será colocado no espaço onde há um ponto de interrogação.

Por ser um jogo apenas de figuras, é facilmente adaptável para qualquer idioma e pode ser muito útil na terapia fonoaudiológica.

É só imprimir e… Mãos à obra!!

Quem sou eu?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Referências:

La classe de Laurène

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

 

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Postado por Fonológica em 3 de janeiro

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte
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     Assim como o Fonoaudiólogo auxilia pacientes com os mais diversos transtornos de Fala, trata também de outros tipos de dificuldades

     Se o seu filho tem dificuldade em ler e escrever, a terapia fonoaudiológica pode não parecer a resposta óbvia. Muitas pessoas pensam que a Fonoaudiologia se destina apenas às crianças que não conseguem pronunciar certos sons, que gaguejam ou que tem a “língua presa”.

     O Fonoaudiólogo realmente trabalha com estas questões. No entanto, ele também trata de muitos outros tipos de problemas, em áreas como: Linguagem Oral, Linguagem  Escrita e Audição.

     Como funciona a Terapia Fonoaudiológica

     Através de uma Avaliação, o Fonoaudiólogo diagnostica a dificuldade que o paciente apresenta e, assim, consegue determinar qual o tratamento mais adequado para o caso.

     O Fonoaudiólogo é qualificado para tratar as seguintes dificuldades:

  • Fala: Não falar claramente e/ou não conseguir articular alguns sons da fala.
  • Fluência: Dificuldades com a fluência na fala (interrupções e bloqueios), como a gagueira.
  • Voz: Alterações na qualidade da voz (timbre, intensidade, qualidade).
  • Funções Orofaciais: Dificuldades na mastigação, na deglutição, na respiração e na motricidade orofacial.
  • Linguagem Oral: Atrasos no desenvolvimento e dificuldades em compreender e/ou em se expressar oralmente.
  • Linguagem Escrita: Alterações na expressão e/ou na recepção da Linguagem Escrita (Dislexia e Dificuldades Escolares em leitura e/ou escrita).
  • Audição: Alterações do Processamento Auditivo e Deficiência Auditiva.

     Benefícios da Terapia Fonoaudiológica

     A terapia Fonoaudiológica pode ajudar as crianças a falarem mais claramente. Isto as faz se sentirem mais confiantes e menos frustradas ao conversarem com as outras pessoas. Crianças que apresentam dificuldades de linguagem podem se beneficiar socialmente, emocionalmente e academicamente da Terapia Fonoaudiológica.

     Para estudantes com problemas de leitura, como a Dislexia, a terapia fonoaudiológica pode ajudá-los a perceber e a discriminar os sons das palavras, por exemplo: a palavra bola pode ser isolada nos fonemas / b /, / o /, / l / e / a /. Esta habilidade pode ajudar a desenvolver a compreensão da leitura e encorajar o paciente a ter prazer em ler.

     A terapia Fonoaudiológica é especialmente benéfica quando iniciada precocemente. Um estudo verificou que 70% das crianças na Educação Infantil com dificuldades de fala que passaram por tratamento fonoaudiológico mostraram desenvolvimento em suas habilidades de Linguagem.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Imagem: My Cute Graphics

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Postado por Fonológica em 7 de julho

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

Nosso pensamento não opera de forma linear e sim como uma rede de imagens e de associações de ideias. A maneira tradicional de se fazer anotações, escrever e estudar, por sua própria natureza e estrutura, não favorece a criatividade e o fluxo de ideias.

Os mapas mentais são ferramentas gráficas que funcionam de forma análoga a nossa mente – o pensamento irradiante. A partir de uma ideia principal vão surgindo, irradiando e ramificando, outros temas, conceitos ou ideias secundárias.

Neste sentido, os mapas mentais proporcionam:

. Visualizar de maneira global cenários complexos;

. Fazer anotações;

. Esboçar um projeto;

. Expressar ideias complexas e difíceis de escrever;

. Ajudar na resolução de problemas e na tomada de decisões;

. Preparar uma apresentação em público;

. Estimular a memória devido a facilidade de consultar e de lembrar;

. Auxiliar nos estudos e na compreensão de textos;

. Gerar ideias para produções de textos;

. Inovar e modificar nossa maneira de ver e de pensar sobre as coisas;

. Agrupar grandes quantidades de informações em um esquema simples.

Como começar?

Ferramentas necessárias: uma folha de papel, lápis ou canetas coloridas e… um pouco de imaginação!

Coloque a ideia principal no centro da folha através de uma imagem e de uma palavra-chave.

Partindo desta ideia principal, desenhe ramos de cores diferentes com as palavras e as ideias mais importantes.

Faça linhas curvas e mais finas à medida que for se afastando do centro.

Deixo aqui um vídeo de Marco Carvalho sobre o assunto. Afinal uma imagem vale mais do que mil palavras!

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Referências:

Curso básico de mapas mentales em: www.orientacionandujar.es/wp-content/uploads/2013/07/curso-básico-de-mapas-mentales.pdf

Vídeo em: www.youtube.com/watch?v=uCR6T1aGiK4

 

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Postado por Fonológica em 16 de maio

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

Coloco aqui um vídeo que encontrei no You Tube produzido em 2008 pela Profa. Noemi Takiuchi, do curso de fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa SP.

O vídeo lança a pergunta “Quanto vale a comunicação?”

As respostas são mostradas com muita delicadeza e sensibilidade, reafirmando a importância do profissional de fonoaudiologia na melhora da qualidade de vida de inúmeros indivíduos que apresentam dificuldades de comunicação oral e escrita, audição, aprendizagem, voz e deglutição.

Como o próprio vídeo afirma… COMUNICAÇÃO É VIDA

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Postado por Fonológica em 3 de dezembro

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Desvio Fonológico, Distúrbio Articulatório ou Dislalia?

Apesar de estes termos serem encontrados na literatura e no uso corrente dos profissionais de fonoaudiologia para designar alterações de ordem fonológica, eles não são sinônimos. É importante fazer uma distinção conceitual entre eles:

Desvio Fonológico:

A Fonologia estuda a maneira como o sistema de sons (fonemas) de uma língua se organiza e funciona. Também os classifica em unidades mínimas, que se distinguem entre si (fonemas – menor elemento sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significados entre as palavras).

A aquisição do sistema fonológico é gradual e realizada a partir de simplificações da fala adulta (processos fonológicos). Essas simplificações vão sendo gradativamente superadas e adequadas ao padrão adulto. Esse é um processo mental, cognitivo, no qual a criança vai construindo uma consciência dos traços sonoros que compõem e distinguem os fonemas.

Até a idade de cinco anos, em média, a criança deve ser capaz de usar corretamente os fonemas da língua.

O Desvio Fonológico é um transtorno linguístico em que ocorre uma desorganização no sistema fonológico da criança frente ao sistema padrão da comunidade linguística a qual ela pertence. Essas alterações na produção da fala ocorrem sem que existam problemas de ordem motora, intelectual ou emocional.

Distúrbio Articulatório e Dislalia:

A Dislalia foi um termo utilizado para indicar dificuldades na articulação dos fonemas ocasionadas por alterações funcionais nos órgãos periféricos da fala.

Distúrbio Articulatório é a expressão utilizada atualmente, em substituição ao termo Dislalia.

Neste transtorno de natureza funcional, portanto, é o aspecto motor da linguagem – os movimentos articulatórios – que se encontra prejudicado, sem que haja uma causa orgânica que o justifique.

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Referência Bibliográfica:

. Santana A. P. O articulatório e o fonológico na clínica da linguagem: da teoria à prática. Rev. CEFAC vol.12 no.2, São Paulo, 2010.

. R de Almeida Spíndola. Abordagem fonoaudiológica em desvios fonológicos fundamentada na hierarqui dos traços distintivos e na consciência fonológica. Rev CEFAC, v.9, n.2, São Paulo, 2007.

. GF Gonçalves. Estudo do papel do contexto linguístico no tratamento do desvio fonológico. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2010;15(1):96-102.

. http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/

imagem: http://etc.usf.edu/clipart/

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Postado por Fonológica em 18 de janeiro

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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A Fluência Na Leitura

A fluência na leitura se refere à habilidade em ler um texto com precisão, velocidade e expressividade adequadas.

Os pesquisadores têm voltado a sua atenção para esta habilidade, já que existe uma correlação entre as habilidades de fluência e de compreensão na leitura.

As pesquisas sugerem que as crianças que não desenvolvem a fluência cedo em sua escolarização estão mais sujeitas a vivenciar dificuldades de leitura e de compreensão nos anos escolares subsequentes.

No entanto, cabe ressaltar que, apesar da fluência na leitura ser uma habilidade necessária, a compreensão do sentido de um texto não depende exclusivamente dela.

O leitor iniciante e o leitor experiente

Para o leitor iniciante, a fluência na leitura é o resultado do desenvolvimento da precisão e o subsequente desenvolvimento do automatismo nos processos sublexicais e lexicais e a sua integração na leitura da palavra e do texto lido. Isto inclui processos perceptuais, fonológicos, ortográficos e morfológicos ao nível da letra e da palavra, bem como dos processos semânticos e sintáticos ao nível da palavra e do texto.

Para o leitor experiente, a fluência na leitura se refere ao nível de precisão e de velocidade em que a decodificação é realizada sem esforço; onde a leitura oral é suave, precisa e com adequada prosódia; e em que a atenção pode ser destinada à compreensão (Wolf e Katzir-Cohen, 2001).

Dificuldades na fluência

A criança que desenvolve uma boa habilidade no reconhecimento de palavras (leitura fluente) é capaz de colocar seu foco e sua atenção na compreensão do texto.

Quando a criança lê muito lentamente ou de maneira hesitante, o texto se torna um grupo de palavras ou frases soltas; há uma dificuldade em recordar o que foi lido e em extrair o seu significado.

Sendo a fluência uma habilidade muito importante para qualquer leitor, é necessário desenvolvê-la e adequá-la quando existem dificuldades.

Avaliação e tratamento

O fonoaudiólogo com experiência em leitura e escrita é o profissional qualificado para avaliar e tratar as dificuldades de fluência na leitura.

A avaliação da fluência na leitura é baseada na verificação de seus componentes: prosódia, precisão e velocidade.

Níveis de fluência segundo o National Assessment of Educational Progress – NAEP, 2002 (EUA)

Nível 4 – fluente: lê principalmente em grandes blocos de palavras com significado. Embora possam ocorrer alguns desvios, regressões e repetições, eles não alteram a estrutura geral do texto. Há preservação da sintaxe do texto e a leitura é feita com uma interpretação expressiva.

Nível 3 – fluente: lê principalmente em grupos de frases de três a quatro palavras. Alguns pequenos agrupamentos podem estar presentes e a maioria das frases parecem apropriadas e preservam a sintaxe do texto. Há pouca ou nenhuma interpretação expressiva.

Nível 2 – não fluente: lê principalmente em blocos de duas palavras e, algumas vezes, em grupos de três ou quatro palavras. O agrupamento de palavras lido pode parecer fora de um contexto maior (da sentença ou do trecho lido).

Nível 1 – não fluente: lê principalmente palavra por palavra. Frases de duas ou três palavras podem ocorrem, porém não são comuns e/ou não preservam a sintaxe da língua.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

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Postado por Fonológica em 28 de outubro

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Sinais comuns nos Distúrbios de Aprendizagem

Na educação infantil:

▫ falar mais tarde

▫ pouco vocabulário

▫ problemas para aprender números, letras, cores e formas

▫ dificuldade em seguir ordens e rotinas

▫ agitado, distrai-se facilmente

▫ lentidão para desenvolver a habilidade motora fina

Nos primeiros anos do Ensino Fundamental:

▫ dificuldade para perceber as relações entre letras e sons

▫ erros freqüentes na leitura

▫ lento para aprender novas habilidades e de lembrar fatos

▫ dificuldade na aprendizagem de números e cálculos

▫ impulsivo, com dificuldade de se planejar

▫ coordenação motora pobre

▫ dificuldade em compreender o conceito de tempo

Nos anos posteriores do Ensino Fundamental:

▫ evita ler em voz alta

▫ evita atividades escritas

▫ dificuldade com problemas escritos

▫ troca sequencias de letras nas palavras

▫ dificuldade em se lembrar de fatos

▫ dificuldade em compreender a expressão corporal e facial das pessoas

No Ensino Médio e Superior:

▫ evita atividades de leitura e escrita

▫ dificuldade em resumir idéias e fatos

▫ dificuldade em responder (argumentar) as questões em provas

▫ dificuldades com conceitos abstratos

▫ lentidão na execução de atividades

▫ prejuízo nas habilidades de memória

▫ substitui palavras durante a leitura

Identificação Precoce

Segundo S. Vaughn e L. Fuchs, idealmente todos os alunos – da Educação Infantil até os primeiros anos da Educação Fundamental – deveriam ser triados para potenciais problemas nos níveis acadêmicos e comportamentais. Aqueles estudantes identificados como sendo “de risco” deveriam receber instrução complementar para reduzir o seu déficit na área em que se encontra com baixo desempenho (ex.: linguagem, leitura, matemática, comportamento).

Diversos estudantes poderiam se beneficiar com a identificação precoce, que privilegiaria o foco na identificação em situação de risco ao invés do foco em déficits de longa data vivenciados por estes alunos.

Quando a criança falha em responder adequadamente à instrução, conclui-se que algum déficit inerente, e não o programa instrucional, explique a falta de resposta e que alguma intervenção especial seja necessária.

Atuação do Fonoaudiólogo

O Fonoaudiólogo clínico trabalha junto às crianças, adolescentes e adultos que apresentam Distúrbios de Aprendizagem, buscando desenvolver as habilidades que se encontram prejudicadas.

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imagem: http://etc.usf.edu/clipart/

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Postado por Fonológica em 28 de agosto

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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O que são Distúrbios de Aprendizagem

Os Distúrbios de Aprendizagem (DA) costumam ser diagnosticados na idade escolar e resultam de uma maneira diferente do cérebro receber, processar e lidar com determinadas tarefas e informações. O comprometimento no aprendizado não é o resultado direto de problemas intelectuais, sensoriais ou psicológicos que justifiquem essas dificuldades. As crianças com DA podem apresentar dificuldades em leitura, escrita, linguagem oral, raciocínio matemático, memorização e/ou organização da informação.

Apesar do DA ser uma dificuldade de base neurológica de natureza funcional, com uma intervenção e um suporte adequados, é possível que a criança tenha uma escolaridade e um futuro profissional bem sucedidos.

Alguns dados sobre os Distúrbios de Aprendizagem (DA)

▫ Em torno de 3 a 5% da população com dificuldades acadêmicas apresentam DA;

▫ As dificuldades com as habilidades de leitura e de linguagem são os problemas mais comuns dos DA;

▫ Os DA normalmente ocorrem dentro de uma mesma família;

Os DA não devem ser confundidos com outros distúrbios, tais como: retardo mental, autismo, surdez ou problemas comportamentais. Tampouco devem ser confundidos com falta de oportunidades educacionais (ensino deficiente, constantes mudanças de escolas etc.);

Os transtornos do déficit da atenção e hiperatividade (TDAH) e os Distúrbios de Aprendizagem (DA) podem ocorrer ao mesmo tempo, mas são desordens diferentes.

Distúrbios de Aprendizagem mais freqüentes

▫ Dislexia: um distúrbio de base lingüística em que há uma dificuldade em leitura (falhas no reconhecimento das palavras; falta de fluência; substituição, omissão e inversão de palavras; a compreensão pode estar comprometida).

▫ Disgrafia e/ou disortografia: dificuldade no traçado das letras e na organização espacial da escrita e/ou na escrita correta das letras das palavras.

▫ Discalculia: dificuldade nas habilidades matemáticas.

Alguns autores também incluem entre as DA:

Desordens no processamento auditivo ou visual – dificuldades em processar adequadamente as informações auditivas ou visuais que são recebidas pelo cérebro.

Dificuldades de linguagem não verbal – desordem neurológica no hemisfério cerebral direito que causa problemas com as funções visuo-espaciais, organizacionais, intuitivas e sociais.

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Postado por Fonológica em 16 de julho

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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O que é Compreensão?

Para melhor entender a complexidade desta pergunta, considere a seguinte instrução para aprender a montar uma barraca:

1. Coloque a barraca esticada no piso. Monte os conjuntos de varetas e passe os mesmos pelas canaletas existentes no dormitório formando um “X”.

2. Insira as extremidades das varetas nos ilhóses existentes nos quatro cantos da barraca, com isso você irá levantar a barraca. Fixe a barraca fazendo uso das estacas e passando as mesmas pelos quatro cantos e fixando ao solo.

3. Monte o terceiro conjunto de varetas e fixe o mesmo por baixo do sobreteto, ele fica preso entre as extremidades. Coloque-o por cima da barraca e fixe-o nos quatro cantos usando os elásticos que estão fixos nele. (Retirado e adaptado da Internet)

Se você ainda não sabe como montar uma barraca, talvez as instruções acima tenham lhe parecido incompletas ou difíceis de entender.

Você acredita que teria compreendido melhor as instruções acima se o texto tivesse ilustrações, diagramas e glossário?

Esta experiência nos mostra que a compreensão é a habilidade do leitor em interagir com a informação; tanto a informação contida no texto (neste caso, o manual de montagem da barraca) como, também, o conhecimento prévio do assunto e de seu vocabulário específico (acampar), o propósito da leitura (aprender como fazer algo) e a motivação (querer muito acampar).

A compreensão envolve todos aspectos citados para que se possa extrair e reconstruir o sentido de um texto.

Ativação do conhecimento prévio

O conhecimento prévio se refere àquilo que o indivíduo já conhece e que necessita ser ativado para ajudá-lo a assimilar novas informações.

Quando o leitor interroga a si mesmo e ao texto, perguntando o porquê dos acontecimentos (antes, durante e depois da leitura), ele consegue compreender melhor e monitorar o seu conhecimento daquilo que está sendo lido.

Pesquisas demonstram que, quanto maior o conhecimento que possuímos sobre determinado assunto, mais fácil e melhor será o aprendizado de um novo conteúdo.

Participação Ativa

A participação ativa se refere às estratégias de compreensão que o leitor usa enquanto lê:

§ Tenta ativamente construir o sentido do texto?

§ Toma notas ou grifa os pontos que considera importantes?

§ Concorda com um determinado argumento?

§ Revisa e reflete sobre o seu conhecimento baseado nas novas informações?

§ Sintetiza as informações para se lembrar melhor delas?

§ Baseia-se no contexto para descobrir o significado das palavras desconhecidas?

Bons leitores apresentam um maior repertório de estratégias de leitura, uma melhor compreensão e memorização daquilo que lêem.

Metacognição

Conhecer as estratégias de compreensão não é suficiente para ser um bom leitor. É também necessário adquirir um metaconhecimento, a fim de saber como e quando usá-las.

A metacognição, portanto, é a capacidade de refletirmos sobre os nossos próprios processos cognitivos.

O leitor competente possui um maior controle sobre o seu processo de aprendizagem e uma maior consciência de seu nível de compreensão. Neste sentido, quando percebe que não entendeu o que leu, consegue tomar providências para melhorar a sua compreensão.

Compreensão

Em suma, a compreensão – fazer sentido ou entender – é um processo complexo que acontece na mente de quem lê.

A compreensão requer que o leitor seja hábil em colocar em prática múltiplos processos antes, durante e após a leitura, para que possa construir significado sobre o texto.

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Postado por Fonológica em 3 de junho

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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A Dislexia é uma condição de base neurológica, frequentemente hereditária, que resulta em transtornos nas habilidades de:

· leitura

· escrita

· soletração

Normalmente é acompanhada por dificuldades de:

· concentração

· memória de curto prazo

· organização

A Dislexia não é o resultado de rebaixamento intelectual, de alterações sensoriais, de pouca motivação para o aprendizado ou de problemas de escolarização.

Estudos que utilizam técnicas de neuroimagens do cérebro de crianças e de adultos disléxicos revelam uma baixa atividade cerebral no lobo temporal esquerdo em duas regiões que lidam com o gerenciamento da linguagem falada – informação fonológica – e com parte da rota visual. Estas observações dão suporte à teoria de um duplo déficit: fonológico e visual.

Assim sendo, o funcionamento cerebral da pessoa com dislexia se apresenta alterado: várias áreas-chave não são suficientemente ativadas aos níveis da análise visual (reconhecimento visual das palavras escritas) e do processamento fonológico (processo de conversão de grafemas – letras – em fonemas – sons das letras).

No leitor competente, as duas rotas – fonológica e visual – estão íntegras e podem ser disponibilizadas para a leitura, facilitando o reconhecimento preciso e rápido das palavras e a compreensão do conteúdo lido.

Incidência e gênero: a incidência da Dislexia na população em geral é estimada em 10%, com uma preponderância maior no sexo masculino.

Avaliação e diagnóstico: o diagnóstico da Dislexia é normalmente feito por uma equipe interdisciplinar (fonoaudiólogo, neurologista e psicólogo).

Intervenção: a terapia é voltada para as dificuldades e as necessidades específicas de cada indivíduo com Dislexia. Envolve, ainda, a orientação aos pais e à escola – importantes parceiros numa intervenção bem sucedida.

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