Postado por Fonológica em 3 de junho

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

A Dislexia é uma condição de base neurológica, frequentemente hereditária, que resulta em transtornos nas habilidades de:

· leitura

· escrita

· soletração

Normalmente é acompanhada por dificuldades de:

· concentração

· memória de curto prazo

· organização

A Dislexia não é o resultado de rebaixamento intelectual, de alterações sensoriais, de pouca motivação para o aprendizado ou de problemas de escolarização.

Estudos que utilizam técnicas de neuroimagens do cérebro de crianças e de adultos disléxicos revelam uma baixa atividade cerebral no lobo temporal esquerdo em duas regiões que lidam com o gerenciamento da linguagem falada – informação fonológica – e com parte da rota visual. Estas observações dão suporte à teoria de um duplo déficit: fonológico e visual.

Assim sendo, o funcionamento cerebral da pessoa com dislexia se apresenta alterado: várias áreas-chave não são suficientemente ativadas aos níveis da análise visual (reconhecimento visual das palavras escritas) e do processamento fonológico (processo de conversão de grafemas – letras – em fonemas – sons das letras).

No leitor competente, as duas rotas – fonológica e visual – estão íntegras e podem ser disponibilizadas para a leitura, facilitando o reconhecimento preciso e rápido das palavras e a compreensão do conteúdo lido.

Incidência e gênero: a incidência da Dislexia na população em geral é estimada em 10%, com uma preponderância maior no sexo masculino.

Avaliação e diagnóstico: o diagnóstico da Dislexia é normalmente feito por uma equipe interdisciplinar (fonoaudiólogo, neurologista e psicólogo).

Intervenção: a terapia é voltada para as dificuldades e as necessidades específicas de cada indivíduo com Dislexia. Envolve, ainda, a orientação aos pais e à escola – importantes parceiros numa intervenção bem sucedida.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

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Postado por Fonológica em 20 de abril

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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O que é Processamento Auditivo

As habilidades auditivas são essenciais para uma completa participação do ser humano nas atividades do cotidiano.

O “Processamento Auditivo”, também chamado de Processamento Auditivo Central (PAC), é o termo usado para descrever a maneira como o cérebro reconhece e interpreta a informação auditiva que ouvimos.

O Processamento Auditivo nos ajuda a discriminar entre diferentes sons, a selecionar sons ou fala em um ambiente ruidoso e a entender a fala mesmo quando a qualidade sonora é ruim.

Crianças com dificuldades no processamento auditivo podem ouvir bem quando o ambiente é silencioso, mas costumam apresentar dificuldades em ambientes ruidosos.

O indivíduo com a audição normal pode detectar sons pouco intensos em diversas freqüências (de agudas à graves). Há uma suspeita de desordem do processamento auditivo se a pessoa possui a audição normal, mas ainda assim apresenta:

  • Dificuldades em discriminar entre dois ou mais sons;
  • Uma dificuldade maior que a esperada em escutar em ambientes ruidosos;
  • Pede para repetir o que foi dito a ela;
  • Habilidade auditiva pobre;
  • Dificuldade em seguir instruções orais;
  • Distrai-se com facilidade;
  • Dificuldades em ler, compreender e soletrar;
  • Necessita de mais tempo no processamento da informação;
  • Baixo desempenho acadêmico;
  • Dificuldade em seguir ordens que apresentam muitas etapas.

Como é diagnosticada a dificuldade no Processamento Auditivo?

O indivíduo com suspeita de dificuldade no processamento auditivo necessita de uma avaliação audiológica completa, a fim de checar sua audição e suas habilidades auditivas. O diagnóstico é feito comparando-se o desempenho da criança nos testes auditivos com os resultados esperados para uma criança de mesma idade.

Recomenda-se uma avaliação e um tratamento precoce quando há uma suspeita de alterações no processamento auditivo.

De que forma são tratados os transtornos do processamento auditivo?

O Fonoaudiólogo desenvolve estratégias e atividades de Estimulação Auditiva específicas para as necessidades de cada criança. A Terapia de Estimulação Auditiva fortalece os corretos processos e habilidades auditivas, melhorando o desempenho geral da criança.

Paralelamente ao tratamento da criança, o fonoaudiólogo desenvolve um trabalho de orientação aos pais e à escola, com propostas de situações de estimulação auditiva fora do ambiente clínico.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

imagem: http://etc.usf.edu/clipart/

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