Tag: Consciência Fonológica

Disortografia I – troca de letras na escrita

Disortografia I – troca de letras na escrita

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

Na disortografia, o processo de escrita das palavras foge do padrão ortográfico estabelecido. Neste sentido, a escrita com alterações ortográficas apresenta substituições, omissões e inversões de letras, com comprometimento da correspondência fonema-grafema (som-letra).

Algumas dificuldades ortográficas fazem parte da evolução normal do processo de apropriação da escrita como meio de comunicação. Neste sentido, os “erros” , ou seja, as disortografias, são vistas sob uma perspectiva evolutiva. Na medida em que as crianças praticam a escrita, vão tendo oportunidade de aprender e reter as regras ortográficas de nossa língua.

No entanto, substituições de grafemas por dificuldades de natureza auditiva (ex.: capelo/cabelo, guarta/guarda, amico/amigo, máxica/mágica, etc), não são esperados em nenhum grau de escolaridade, pois já denotam um desvio no processo da escrita e devem ser encaminhados a um profissional da área para um adequado acompanhamento.

Crianças com alterações mais significativas necessitam de um acompanhamento com o fonoaudiólogo, que poderá identificar com maior precisão o que está por trás desta dificuldade de leitura e escrita (perda auditiva leve, distúrbios de fala, desvios de atenção, alterações psicomotoras, imaturidade, etc). O encaminhamento correto por parte da escola abrevia o diagnóstico e, consequentemente, o processo de reabilitação.

Preparamos duas cartelas que auxiliam a terapia fonoaudiológica para as trocas de natureza auditiva:

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Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

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Tag: Consciência Fonológica

Atividades de Consciência Fonológica II

Atividades de Consciência Fonológica

 

ALITERAÇÃO

Autoria da atividade: Lilian Kotujansky Forte

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Captura de Tela 2013-10-20 às 22.00.31

Mais informações sobre Consciência Fonológica AQUI

Imagens: Openclipart

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Atividades de Consciência Fonológica I

Atividades de Consciência Fonológica

 

RIMAS

Autoria da atividade: Lilian Kotujansky Forte

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Consciência Rimas

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Estudo de Imagem Cerebral Mostra as Bases Fisiológicas da Dislexia

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Pesquisadores da Universidade de Medicina de Stanford usaram uma técnica de imagem para mostrar que os padrões de ativação cerebral em crianças com pouca habilidade em leitura e coeficiente intelectual (QI) baixo são similares àquelas com pouca habilidade em leitura e QI normal. O trabalho oferece mais evidências sobre o fato de que leitores pouco hábeis possuem um tipo de dificuldade similar, a despeito de sua capacidade cognitiva geral.

 

Educadores e psicólogos têm historicamente confiado no QI das crianças para definir e diagnosticar a dislexia – uma inabilidade de natureza neurobiológica que compromete a habilidade de leitura do indivíduo. Se o desempenho em leitura de uma criança com QI normal estiver abaixo do esperado, ela será considerada disléxica, enquanto que um leitor com pouca habilidade e com baixo QI receberá algum outro diagnóstico.

 

Esses novos achados oferecem “evidência biológica de que o QI não deve ser determinante no diagnóstico das habilidades em leitura,” disse o médico Ph.D Fumiko Hoeft do centro de pesquisas interdisciplinares em neurociências de Stanford que dirigiu este estudo, que aparecerá em breve na edição da Psychological Science.

 

Os novos achados vêm na sequência dos recentes estudos de comportamento mostrando que os déficits fonológicos – dificuldades no processamento do sistema de sons da lingua, que muitas vezes levam a dificuldades em estabelecer uma relação entre os sons da língua e as letras – são semelhantes em leitores fracos, independentemente do QI.

 

O uso do QI no diagnóstico da dislexia, que afeta 5 a 17% das crianças americanas, tem implicações reais para os leitores fracos. Se as crianças não são diagnosticadas como disléxicas, eles não se qualificam para os serviços que um disléxico típico faz, e não são ensinadas a elas estratégias para superar problemas específicos na forma como eles vêem e processam as palavras.

 

Referência:

John D. E. Gabrieli, Fumiko Hoeft, Hiroko Tanaka, Jessica M. Black, Leanne M. Stanley, Shelli R. Kesler, Allan L. Reiss, Charles Hulme and Susan Whitfield-Gabrieli. The Brain Basis of the Phonological Deficit in Dyslexia is Independent of IQ. Psychological Science, 2011

Traduzido de: Stanford University Medical Center. “Brain imaging study shows physiological basis of dyslexia.” ScienceDaily, 28 Sep. 2011. Web. 21 Oct. 2011.

imagem: http://etc.usf.edu/clipart/

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O desenvolvimento das habilidades fonológicas

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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O desenvolvimento das habilidades fonológicas

O desenvolvimento fonológico refere-se ao processo pelo qual a criança adquire e usa os padrões sonoros de sua língua materna na comunicação.

O pré-requisito para a consciência fonológica são as habilidades básicas de escuta, a aquisição de um vocabulário de alguns milhares de palavras, a capacidade de imitar e produzir estruturas de frases básicas, e o uso da linguagem para expressar necessidades, reagir a outras pessoas, comentar sobre as próprias experiências e de entender os outros.

A habilidade fonológica se desenvolve em uma progressão previsível.

As habilidades básicas de escuta e a consciência lexical (consciência da palavra) são precursores essenciais para o desenvolvimento da consciência fonológica.

A Tabela 1 apresenta uma escala das habilidades fonológicas relativa às tarefas de consciência fonológica, da mais básica à mais avançada.


Tabela 1. Habilidades fonológicas, da mais básica à mais avançada

Habilidades Fonológicas

Descrição

Consciência lexical

(consciência das palavras)

Rastrear as palavras nas frases. Manipulação de palavras dentro das frases.

Nota: Esta habilidade não é exatamente uma habilidade fonológica e sim uma habilidade semântica de linguagem (significado de base).

Capacidade de resposta à rima e à aliteração, durante jogo de palavras

Recitar palavras rimadas ou frases com aliteração de livros de histórias ou de poesias rimadas.

Consciência silábica

Contar, bater palmas, misturar sílabas, ou segmentar uma palavra em sílabas.

Manipulação de rimas

A capacidade de produzir uma palavra rimada depende da compreensão de que as palavras rimadas têm a mesma rima.

Reconhecer uma rima é muito mais fácil do que produzir uma rima.

Consciência fonêmica

Identificar e combinar os sons iniciais das palavras, em seguida os sons finais e os mediais. (ex.: “Que figura começa com /s/?”; “Encontre outra figura que termine com /r/”).

Segmentar e produzir o som inicial, depois o sons finais e mediais (ex.: “Com que som foca começa?”; “Diga o último som de sapato“; “Diga o som da vogal em sol“).

Combinar os sons em palavras (ex.: “Escute: /p/ /a/ /i/. Diga a palavra que formam”).

Segmentar os fonemas de palavras de dois ou três sons, passando para palavras de quatro e cinco sons (ex.: “Separe os sons de sapo“).

Manipular os fonemas removendo, adicionando, ou substituindo sons (ex.: “Diga vela sem o /v/”).

A Tabela 2 relaciona as idades específicas para a realização de tarefas típicas de consciência fonológica .

Tabela 2. Idade em que a grande maioria das crianças atingiu uma habilidade fonológica

Idade

Habilidade

Exemplos de atividades

4

Imitar e brincar com rimas e aliterações

pato, mato, gato
“O rato roeu a roupa do rei de Roma.”

5

Reconhecimento de rimas, qual palavra não combina

“Quais as palavras que rimam:
escada, chapéu, tomada?”

Reconhecimento de mudanças fonêmicas em palavras

Atirei o pau no mato. Isto não está certo!”

Bater palmas, contar sílabas

chão (1 sílaba)
jantar (2 sílabas)
mel (1 sílaba)
sabonete (4 sílabas)

Perceber e lembrar fonemas em uma série

Mostrar sequências de fonemas com blocos coloridos: /s/ /s/ /f/; /z/ /ch/ /z/.

Síntese silábica

“Qual é a palavra?”
p-ato
b-ola
m-edo

Produzir uma rima

“Fale uma palavra que rime com carro.” (barro)

Combinar sons iniciais; isolar um som inicial

“Diga o primeiro som de rede (/r/); meia (/m/); fita (/f/).”

6

Supressão de palavras compostas

“Diga guarda-chuva. Fale novamente, mas não fale guarda.”

Supressão silábica

“Diga sapato. Fale novamente, mas não fale sa.”

Síntese fonêmica

Combinar de dois a três fonemas

“Junte esses sons:”

/p/ /Ɛ/ ()
/l/ /u/ /a/ (lua)
/m/ /e/ /w/ (meu)

Segmentação fonêmica de palavras monossílabas de dois ou três fonemas

“Diga a palavra enquanto movimenta uma ficha para cada som.”
d-a
m-
eu
l-
ua

Segmentação fonêmica de palavras que tem até três ou quatro fonemas

“Diga a palavra devagar enquanto bate palmas para cada som.”
m-a-l-a
gat-o
r-o-d-a

Manipulação fonêmica para construir novas palavras monossílabas

“Mude o som /v/ em vai para /p/.
Mude o som /e/ em
meu para /a/.”

7

Supressão fonêmica (posições inicial e final)

“Diga belo. Diga novamente sem o /b/.”
“Diga bola. Diga novamente sem o /l/.”

8

Supressão fonêmica (posição inicial, inclui sílabas complexas)

“Diga frio. Diga novamente sem o /f/.”

9

Supressão fonêmica (posição medial e final em posição de sílaba complexa)

“Diga flor. Diga novamente sem o /l/.” “Diga mar. Diga novamente sem o /r/.”

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Referência: http://www.readingrockets.org/article/28759

Imagem: http://etc.usf.edu/clipart/