Postado por Fonológica em 5 de outubro

Gênero, genes desempenham um importante papel no atraso do desenvolvimento da linguagem

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte
www.fonologica.com.br/quem_somos.html

    

     Meninos apresentam maior risco para um atraso no desenvolvimento da linguagem que as meninas, de acordo com um novo estudo utilizando dados do Grupo de Estudos Norueguês da Mãe e da Criança. Os pesquisadores também descobriram que as dificuldades de leitura e escrita na família aumentam esse risco.
“Nós mostramos pela primeira vez que dificuldades de leitura e escrita na família pode ser a principal razão pela qual uma criança tem um atraso na fala que se inicia entre os três e cinco anos de idade,” diz Eivind Ystrøm, pesquisador sênior do Instituto Norueguês de Saúde Pública e supervisor de Imac Maria Zambrana, que conduziu a pesquisa.
Os pesquisadores usaram dados de questionários respondidos pelas mães que estão participando do Grupo de Estudos Norueguês da Mãe e da Criança (MOBA). O estudo incluiu mais de 10.000 crianças a partir de 17 semanas de gravidez até os cinco anos de idade.
“MOBA é um grande estudo com uma secção transversal normal da população. Ele nos dá uma oportunidade única de examinar as mudanças ao longo do tempo, o escopo e quaisquer fatores de risco para o desenvolvimento do atraso de linguagem”, diz Ystrøm.

Principalmente meninos

     Os pesquisadores classificaram as dificuldades de linguagem aos três e aos cinco anos de idade em três grupos: atraso persistente no desenvolvimento da linguagem (presente em ambas as idades), atraso transitório no desenvolvimento da linguagem (presente apenas aos três anos) e atraso no desenvolvimento da linguagem identificado pela primeira vez aos cinco anos.
Os meninos são a maioria dos grupos com dificuldades persistentes e transitórias de linguagem.
Ystrøm explica que os meninos têm biologicamente maior risco de transtornos do desenvolvimento no útero que as meninas. Cientistas britânicos mediram o hormônio sexual masculino (testosterona) no líquido amniótico e descobriram que os níveis estavam relacionados tanto com o desenvolvimento de autismo como o de transtornos de linguagem. Ystrøm aponta que meninos têm geralmente o desenvolvimento da linguagem um pouco mais tardio que as meninas, mas que a maioria as alcança durante o primeiro ano. Assim, muitos meninos poderiam estar em risco de um comprometimento persistente da linguagem e dificuldades transitórias de linguagem que desaparecem antes da idade escolar.
Os pesquisadores descobriram que o sexo era irrelevante para o terceiro grupo, que têm dificuldades de linguagem que começam em algum momento entre três e cinco anos de idade.

Fatores hereditários

     Nós temos um bom conhecimento sobre o desenvolvimento normal da linguagem em crianças. Muitos genes são importantes para o desenvolvimento da linguagem e as pesquisas sugerem que diferentes genes estão envolvidos em diferentes tipos de dificuldades de linguagem.
“Dificuldades de Leitura e escrita na família são os fatores de risco predominantes para as dificuldades de linguagem de início tardio. Nós não vemos os problemas de linguagem na criança entre os 18 meses e os três anos de idade. Eles estão latentes”, diz Ystrøm.
Os pesquisadores acreditam que tanto fatores genéticos como fatores ambientais específicos podem levar a atrasos no desenvolvimento da linguagem entre os três aos cinco anos de idade.

O que podemos fazer?

     Ystrøm acredita que as crianças com atraso no desenvolvimento da linguagem devem ser identificadas o mais cedo possível. Os pais, profissionais da saúde e funcionários de creches devem estar cientes do desenvolvimento da linguagem das crianças e criar um ambiente propício à linguagem. Em particular, eles devem estar atento às crianças que apresentam um atraso persiste na linguagem, ou que tiveram um desenvolvimento normal de linguagem até os três anos e então inesperadamente começam a ter dificuldades.
“Os profissionais e cuidadores devem estar atentos. É difícil de detectar dificuldades de linguagem quando a linguagem se torna mais complexa em crianças mais velhas. Eles devem ser treinados para que se sintam confiantes em como identificar dificuldades de linguagem e como incentivar a linguagem de uma criança. Precisamos de mais peaquisas sobre as necessidades das crianças com diferentes trajetórias “, diz Ystrøm.
Os pais que estão preocupados com o desenvolvimento da linguagem da criança devem consultar seu médico. Eles também devem abordar a questão no momento dos check-ups regulares no posto de saúde quando a criança tem entre dois e quatro anos de idade.

Mais pesquisas

     Além de pesquisadores do Instituto Norueguês de Saúde Pública, pesquisadores da Universidade de Oslo e da Universidade de Melbourne, na Austrália, participaram deste estudo. O trabalho é financiado pela Fundação extra para a Saúde e Reabilitação.
“Esperamos continuar a pesquisa e olhar especificamente a relação entre gênero e linguagem. Precisamos de mais pesquisas sobre as necessidades das crianças com vários tipos de atraso de linguagem”, diz Eivind Ystrøm.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Referências:
Traduzido do site – Norwegian Institute of Public Health. “Gender, genes play important role in delayed language development.” ScienceDaily. ScienceDaily, 17 February 2014. <www.sciencedaily.com/releases/2014/02/140217085246.htm>.

Imagem: My Cute Graphics

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Postado por Fonológica em 18 de julho

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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boca

Você sabia? Fatos surpreendentes sobre a fala humana:

  1. Falar é uma habilidade admirável. Para produzirmos uma frase, cerca de 100 músculos do peito, pescoço, mandíbula, língua e lábios são mobilizados.

  2. Cada palavra ou frase curta é acompanhada pelo seu próprio padrão de movimentos musculares. Toda a informação necessária para falar uma frase é armazenada na área da fala no cérebro.

  3. Um simples “olá” pode transmitir muitas informações. O tom da voz mostra se a pessoa está feliz, satisfeita, aborrecida, apressada, triste, amedrontada ou agressiva. O sentido de uma simples palavra pode ser alterada de acordo com a rapidez dos movimentos.

  4. Os seres humanos podem emitir em média 14 sons por segundo, enquanto que os órgãos envolvidos na fala (como a língua, lábios e mandíbula) não conseguem executar mais que dois movimentos por segundo.

  5. Acredita-se que as 6.000 línguas atuais podem ter se originado de uma única língua mãe.

  6. A primeira linguagem simbólica surgiu 2,5 milhões de anos atrás, quando os Homo Habilis começaram a fabricar as primeiras ferramentas de pedra. Essa capacidade desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da comunicação simbólica.

  7. A boca, o nariz e a laringe acabaram se transformando em um aparato sofisticado, em que o ar foi convertido em vogais e consoantes, devido a uma melhor posição da língua e dos lábios. Além disso, a aquisição de uma gramática e sintaxe foi o resultado de um processo evolutivo, enquanto a capacidade de escrita foi a consequência da interpretação fonética dos ícones primitivos. 

  8. A complexidade da fala humana tem sido associada a dois núcleos do cérebro que controlam a linguagem (controle articulatório, armazenamento de dados e integração das regras gramaticais) localizado no hemisfério esquerdo do córtex. O que queremos dizer é iniciado em uma área do córtex esquerdo chamada “região de Wernicke”. Esta se comunica com a “região de Broca”, envolvida com as regras gramaticais. Impulsos vão destas áreas para os músculos envolvidos na fala. Estas regiões estão conectadas com o sistema visual (para que possamos ler), sistema auditivo (para que possamos ouvir o que os outros dizem, compreender e responder) e também com um banco de memória para recordar palavras e frases. 

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Referência:

Traduzido do site

– See more at: http://www.fonologica.com.br/blog/#sthash.alPAFVh0.dpuf

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Referência:

Adaptado do site SOFTPEDIA

Imagem: My Cute Graphics

 

Confira também:

Postado por Fonológica em 21 de junho

Atividade para a estimulação do pensamento abstrato e o desenvolvimento das funções superiores da linguagem através da leitura e da escrita.

Autoria da atividade: Lilian Kotujansky Forte

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Analogies

 Analogias e Absurdos Verbais

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 Referência:

Adaptado do livro “Estimulación del pensamiento Abstracto” de Isabel Domínguez Torrejón

Imagem: Phillip Martin do site: a2z.phillipmartin.info/index.htm

Confira também:

Postado por Fonológica em 17 de agosto

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

Todos sabemos a motivação que um programa de computador oferece em terapia.

Gostaria de sugerir um programa gratuito, desenvolvido pela empresa Inclusive Technology, chamado “Talking Faces”.

É um programa simples, destinado aos mais novos, que permite que o paciente grave a sua própria fala e depois a escute no rosto de um personagem.

O programa necessita de um computador PC, com sistema Windows 95 ou posterior.

Site da Inclusive Technology:  www.inclusive.co.uk/downloads

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Confira também:

Postado por Fonológica em 16 de setembro

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Analogias verbais e produção escrita

Raciocínio Analógico

O raciocínio analógico é considerado como um componente central da cognição.

É um processo cognitivo que permite solucionar ou entender um problema novo através de uma situação conhecida (análoga), procurando descobrir diferenças e semelhanças para estabelecer uma correspondência entre estruturas e representações mentais diferentes.

O raciocínio analógico também favorece o desenvolvimento de novas aprendizagens, de competências tardias da linguagem e do pensamento criativo.

Produção Escrita

A produção de textos narrativos desenvolve a metalinguagem, isto é, a capacidade de exercer um controle consciente sobre a sua própria língua.

Para que a metalinguagem se desenvolva, além de determinados conhecimentos linguísticos são também necessárias habilidades cognitivas.

Uma destas habilidades é o raciocínio analógico, que permite tanto desenvolver o pensamento criativo, como também manipular mais facilmente as informações sobre componentes do texto. No caso do texto narrativo, o raciocínio analógico ajuda a simplificar e a facilitar a representação da informação na memória, reduzindo o volume de informações para a tomada de decisões ao mínimo indispensável.

As informações acima foram obtidas através de uma pesquisa chilena realizada em 2010 com escolares do terceiro ano da educação básica.

O artigo científico “El razonamiento analógico verbal: una habilidad cognitiva esencial de la producción escrita” realizado por Figari e Escala, procura determinar a relação entre produção textual e raciocínio analógico verbal. Para tanto, estudaram um grupo de 258 escolares do terceiro ano da educação básica em uma prova de escrita narrativa e em uma prova de raciocínio analógico verbal. Os resultados preliminares obtidos mostraram uma correlação entre as duas variáveis.

Sempre achei interessante introduzir atividades de raciocínio analógico em terapia de linguagem oral e escrita. O artigo científico acima citado é mais um argumento da importância deste tipo de atividade em terapia de linguagem.

Em breve colocarei uma atividade que trabalhe com esse processo cognitivo.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Referência:

ONOMÁZEIN 22 (2010/2): 165-194

Ricardo Benítez Figari, Georgina García Escala

El razonamiento analógico verbal: una habilidad cognitiva esencial de la producción escrita

http://www.onomazein.net/22/07-BENITEZ.pdf

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Postado por Fonológica em 23 de agosto

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Linguagem Oral e Escrita – influência de uma boa formação pré-escolar

Segundo pesquisas realizadas pelo Vanderbilt University’s Peabody College o uso de linguagem e vocabulário sofisticado pelos professores de educação infantil, combinado com um apoio ao letramento em casa, podem prever o nível de compreensão em leitura de alunos do quarto ano do ensino fundamental.

Estes estudos apontam fortes evidências da relação entre um apoio precoce à linguagem e as habilidades posteriores em linguagem e leitura.

O papel dos adultos no suporte à linguagem e aos desafios vivenciados pelos pré-escolares é fundamental para um desenvolvimento mais acelerado nas habilidades de linguagem destas crianças.

Neste sentido, qualificar e instrumentalizar os professores de educação infantil pode trazer ganhos expressivos na construção de melhores habilidades de linguagem aos seus alunos.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Referência:

Vanderbilt University (2011, August 19). Robust preschool experience offers lasting effects on language and literacy. ScienceDaily. Retrieved August 23, 2011, from http://www.sciencedaily.com/releases/2011/08/110818142746.htm

imagem: http://etc.usf.edu/clipart/

Confira também:

Postado por Fonológica em 14 de julho

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Transtornos da Linguagem Oral

A linguagem é um sistema simbólico através do qual organizamos o mundo, expressamos nossos pensamentos e participamos da vida em sociedade.

O desenvolvimento da linguagem e da fala depende de diversos fatores: orgânicos, cognitivos, emocionais e ambientais.

Os transtornos no desenvolvimento da linguagem e da fala são atrasos ou desvios do padrão usual de aquisição e representam uma das alterações mais comuns observadas em crianças (estima-se que afetem de 5 a 10% desta população).

O atraso na aquisição da linguagem pode interferir de maneira significativa na vida da criança, limitando seu desenvolvimento social e escolar. A identificação precoce e a intervenção adequada são o caminho mais efetivo para desenvolver a linguagem e minimizar o impacto das alterações apresentadas.

Retardo de Linguagem:

No Retardo de Linguagem a capacidade de a criança utilizar a linguagem oral para se comunicar está prejudicada e se encontra em um nível inferior ao esperado para a sua idade.

Algumas características observadas:

  • Aparição tardia das primeiras palavras (após os 18 meses);
  • Emprego de 2 palavras juntas (após os 2 anos);
  • Uso de frases muito simples;
  • Vocabulário reduzido;
  • Uso de gestos e de expressão facial para compensar as dificuldades de se expressar verbalmente;
  • Dificuldade na produção dos sons da fala (fonemas);
  • Compreensão verbal melhor que a expressão verbal.

O Retardo de Linguagem pode ser leve, moderado ou severo, dependendo do grau de comprometimento da linguagem oral.

Níveis da Linguagem Oral que podem estar alterados:

· Fonológico: como os sons são produzidos pelo falante.

Exemplo: omite ou substitui sons.

· Morfossintático: como organiza as palavras e as relaciona nas frases.

Exemplo: estrutura as frases de maneira muito simples, problemas em flexão e concordância verbal e nominal.

· Semântico: como dá o significado às palavras.

Exemplo: vocabulário pobre e restrito.

· Pragmático: como usa a linguagem tendo em conta os interlocutores e o contexto.

Exemplo: pouca iniciativa e escassas formas sociais de iniciar uma conversação.

Diagnóstico e Terapia:

O diagnóstico precoce é muito importante para haja uma intervenção terapêutica sem demora.

O fonoaudiólogo irá acompanhar a criança e sua família, intervindo de maneira eficaz para ampliar a linguagem oral da criança e oferecendo modelos adequados de interação comunicativa entre a criança e a sua família.

Prognóstico:

Quando recebem pronto acompanhamento fonoaudiológico e apoio familiar e escolar, as crianças com Retardo de Linguagem costumam ter um bom prognóstico e apresentam uma evolução significativa de seu quadro.

Distúrbios na linguagem falada transferido para a escrita:

Vale ressaltar que estudos recentes mostram que as habilidades verbais influenciam no desenvolvimento da alfabetização. Segundo M. Snowling (2004), a linguagem escrita é claramente dependente das habilidades da linguagem falada – “Crianças com dificuldades de fala e de linguagem têm um embasamento defeituoso para basear o desenvolvimento da sua alfabetização”.

As dificuldades na linguagem escrita são parte do contínuo das desordens da linguagem, o que mostra o caráter evolutivo das dificuldades de linguagem. Neste sentido, as dificuldades na linguagem escrita podem ser uma extensão do déficit na linguagem falada.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

imagem: http://etc.usf.edu/clipart/

Confira também:

Postado por Fonológica em 30 de outubro

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte
www.fonologica.com.br/quem_somos.html
Até 1 ano:
Nos primeiros 6 meses o bebê emite vocalizações e sons guturais.
Dos 6 aos 8 meses o bebê apresenta balbucio repetitivo e a imitação da entonação.
Em torno dos 12 meses iniciam-se as primeiras verbalizações com significado.
Com 1 ano:
A criança conhece seu nome; Diz 2 a 3 palavras além de “mama” e “papa”; Imita palavras familiares; Compreende ordens simples; Reconhece as palavras como símbolos para objetos.
Entre 1 e 2 anos:
Aos 18 meses a criança pode apresentar um vocabulário com 50 palavras. Entre 18 e 24 meses seu vocabulário se amplia e se aproxima de 200 palavras.
Compreende a palavra “não”; Combina duas palavras; Reproduz o som de animais conhecidos; Aponta figuras de um livro quando nomeadas; Segue comandos simples.
Entre 2 e 3 anos:
Usa sentenças curtas, de 3 a 4 vocábulos; nomeia figuras e objetos comuns; Identifica partes do corpo; Apresenta um vocabulário de 450 palavras; Combina nomes e verbos; Conversa com outras crianças assim como com adultos; Aprecia ouvir a mesma história várias vezes.
Entre 3 e 4 anos:
Nessa fase a criança possui um vocabulário de aproximadamente 1.000 palavras; já compreende ordens mais longas, conversas, histórias e músicas; sua fala é mais fácil de ser compreendida por pessoas de fora de sua convivência; se comunica por sentenças simples de 4 a 5 palavras; relata experiências pessoais, ainda sem muitos detalhes.
Entre 4 e 5 anos:
Seu vocabulário aumenta para 1.500 palavras; compreende questões mais complexas; consegue usar o tempo verbal no passado; é capaz de definir algumas palavras; sabe listar ítens que pertençam a mesma categoria, tais como animais, carros etc; explica como realizar algumas atividades, tais como pintar.
Entre 5 e 6 anos:
A criança nessa idade apresenta as habilidades de linguagem bem desenvolvidas; aprende palavras mais especializadas de seu centro de interesse; expande sua habilidade em compreender fenômenos explicados verbalmente; pronuncia todos os sons da língua com clareza; elabora sentenças mais complexas e gramaticalmente corretas; apresenta um bom vocabulário que está em contínuo crescimento; é capaz de iniciar conversação e sabe esperar sua vez de falar quando em grupo.

Obs.: Apesar de serem esperados determinados níveis de linguagem para cada faixa etária, deve-se considerar algumas variações individuais.

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