Postado por Fonológica em 18 de fevereiro

Disortografia I – troca de letras na escrita

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Na disortografia, o processo de escrita das palavras foge do padrão ortográfico estabelecido. Neste sentido, a escrita com alterações ortográficas apresenta substituições, omissões e inversões de letras, com comprometimento da correspondência fonema-grafema (som-letra).

Algumas dificuldades ortográficas fazem parte da evolução normal do processo de apropriação da escrita como meio de comunicação. Neste sentido, os “erros” , ou seja, as disortografias, são vistas sob uma perspectiva evolutiva. Na medida em que as crianças praticam a escrita, vão tendo oportunidade de aprender e reter as regras ortográficas de nossa língua.

No entanto, substituições de grafemas por dificuldades de natureza auditiva (ex.: capelo/cabelo, guarta/guarda, amico/amigo, máxica/mágica, etc), não são esperados em nenhum grau de escolaridade, pois já denotam um desvio no processo da escrita e devem ser encaminhados a um profissional da área para um adequado acompanhamento.

Crianças com alterações mais significativas necessitam de um acompanhamento com o fonoaudiólogo, que poderá identificar com maior precisão o que está por trás desta dificuldade de leitura e escrita (perda auditiva leve, distúrbios de fala, desvios de atenção, alterações psicomotoras, imaturidade, etc). O encaminhamento correto por parte da escola abrevia o diagnóstico e, consequentemente, o processo de reabilitação.

Preparamos duas cartelas que auxiliam a terapia fonoaudiológica para as trocas de natureza auditiva:

Imagens: Icon made by Freepik from www.flaticon.com
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Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

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Postado por Fonológica em 25 de julho

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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O que faz de alguém um bom leitor?

Primeiro, é preciso saber como ler as palavras em uma página e entendê-las. Mas há um nível superior para a compreensão da leitura: unir as palavras ao longo do tempo, mantendo sua ordem e significado em sua memória, de modo que se possa entender frases, parágrafos e textos extensos.

Pesquisadores da Universidade de Northwestern estavam interessados ​​em explorar a atividade cerebral subjacente a esta etapa de integração de nível superior. Através da utilização de um EEG para medir ondas cerebrais, eles foram capazes de prever a compreensão da leitura, com quase 90 por cento de precisão com base nas diferenças de atividade cerebral entre os textos de história ordenadas e desordenadas.

Os participantes leram duas versões de um texto longo apresentado em um monitor de computador, uma palavra de cada vez. Uma versão era na ordem original da história, a outra versão foi em uma ordem embaralhada. Em cada caso, os participantes liam as palavras, a fim de realizar uma tarefa de encontrar palavras. No entanto, apenas na versão ordenada da história, elas foram também solicitados a compreender a história em preparação para um teste de compreensão.

Os pesquisadores descobriram que, para pessoas que leram cada palavra na versão ordenada da história e tentaram juntar as palavras para formar uma história, mas não compreenderam bem a história, a atividade cerebral não diferiu muito entre as duas versões do história. Bons leitores, por outro lado, deveriam mostrar atividade cerebral distintamente diferente quando estavam juntando com sucesso as palavras e lembrando a história ordenada versus quando as palavras foram embaralhadas.

“Nós usamos um algoritmo computacional chamado de random-forest para identificar a atividade neural que diferenciou os bons leitores dos maus leitores. Esta atividade foi focada em eletrodos de EEG em direção à parte frontal da cabeça”, disse Julia Mossbridge, principal autora do estudo e pesquisadora associada em psicologia na Northwestern.

Pesquisas anteriores nesta área examinaram a atividade cerebral em torno da compreensão de frases e de textos curtos. Consequentemente, a descoberta mais significativa do estudo, disse Mossbridge, é que ela e seus colegas desenvolveram um método, utilizando textos mais longos, para chegar ao processo de integração na compreensão da leitura.

“Os indivíduos com déficits de compreensão de leitura, na ausência de outros déficits de leitura, provavelmente falham na habilidade de juntar as palavras e manter o significado integrado ao longo do tempo”, disse Mossbridge. “Esperamos que o nosso novo paradigma e o resultado que mostra a atividade neural que diferencia o bom leitor do mau leitor possa ser usado ​​para ajudar a diagnosticar e, eventualmente, tratar os distúrbios de leitura.”

Jornal de referência:

. Julia A. Mossbridge, Marcia Grabowecky, Ken A. Paller, Satoru Suzuki atividade Neural amarrado a leitura prevê diferenças individuais na compreensão de texto estendida Frontiers in Neuroscience Humano, 2013.; 7 DOI: 10,3389 / fnhum.2013.00655

Traduzido do site: Northwestern University. “Compreendendo a compreensão.” ScienceDaily. ScienceDaily, 6 de Novembro de 2013. <www.sciencedaily.com/releases/2013/11/131106101610.htm>. 

Imagem: My cute graphics

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

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Postado por Fonológica em 22 de abril

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte
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Intervenção precoce em crianças com dislexia

A identificação de crianças com dislexia, já no primeiro ano do ensino fundamental, poderia diminuir a lacuna em relação aos leitores típicos, de acordo com um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, Davis e da Universidade de Yale.

Os dados indicam que já não é aceitável esperar que a criança esteja no 3º ano ou mais antes de empreender esforços e tratar a dislexia.

“Se a diferença no desempenho entre os leitores disléxicos e típicos deve ser estreitada, ou até mesmo zerada, as intervenções em leitura devem ser implementadas cedo, quando as crianças ainda estão desenvolvendo os fundamentos básicos para a aquisição da leitura”, disse Emilio Ferrer, professor de psicologia UC Davis. Ele é o autor principal do artigo publicado no The Journal of Pediatrics de novembro de 2015.

Ferrer e seus colegas de Yale, Bennett e Sally Shaywitz, relataram os resultados de um estudo longitudinal de leitura a partir do 1º ano até o ensino médio e além. Em comparação com os leitores típicos, os leitores disléxicos tiveram pontuação menor leitura já no 1º ano, e suas trajetórias ao longo do tempo nunca convergiram com as de leitores típicos. Estes dados demonstram que essas diferenças não são tanto em função do aumento das disparidades ao longo do tempo mas, em vez disso, refletem diferenças marcantes já presentes no 1º ano entre os leitores típicos e os leitores disléxicos.

Os autores também concluem que a implementação de programas de leitura eficazes tão cedo quanto educação infantil (pré-escola) oferece o potencial para fechar a lacuna entre os leitores típicos e os leitores disléxicos.

 

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Referência:

University of California – Davis. “Early intervention in dyslexia can narrow achievement gap: Intervention should begin in first grade, or earlier.” ScienceDaily. ScienceDaily, 2 November 2015. <www.sciencedaily.com/releases/2015/11/151102184216.htm>.

Imagem: My cute graphics

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Postado por Fonológica em 8 de maio

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

a aventura das palavras

“A aventura das palavras” é um novo aplicativo educativo em português, que já se encontra disponível para Android.

Há também uma versão web, possível de ser usada online.

Segundo a equipe da Bubble Boy, o aplicativo ajuda a desenvolver “de forma divertida as competências ligadas à leitura como a correspondência grafofonética (correspondência letra-som), fusão fonética e fusão silábica, trabalhando vários tipos de sílabas (das mais fáceis às mais difíceis) e os casos especiais da Língua Portuguesa”.

O aplicativo apresenta um jogo de escrita de palavras, com três níveis de dificuldade, e a possibilidade de acrescentar mais letras para tornar a atividade ainda mais desafiadora. 

Possui um visual agradável e amigável, com os personagens Jako e Drako.

Uma figura é apresentada e as letras que formam a palavra desta figura se encontram embaralhadas. A criança deverá escrever a palavra, colocando as letras na ordem exata. Depois, poderá verificar se acertou ou não. Caso não tenha conseguido formar a palavra, poderá retirar as letras e recolocá-las novamente. E assim a atividade continua, apresentando novas figuras e desafiando a criança a escrever as palavras que as representam.

É um aplicativo que pode ser usado em vários contextos, inclusive em terapia para crianças com Dificuldades de Aprendizagem.

Esperamos que Tiago Epifânio e João Caleia, da Bubble Boy, continuem a nos oferecer aplicativos educativos interessantes e eficientes como “A aventura das palavras”.

Avaliação: ★ ★ ★ ★ Bom

Referências:

Site do aplicativo da Bubble Boy: http://bubbleboygames.com/our-games/

Google play store: play.google.com/store/apps/details?id=com.bubbleboy

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Postado por Fonológica em 1 de abril

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Compartilho no blog Fonológica algumas questões do ótimo artigo que li recentemente “Language Disorders Are Learning Disabilities: challenges on the divergent and diverse paths to language learning disability” escrito em 2014 por Sun e Wallach.

O artigo trata da complexa natureza dos distúrbios de linguagem na primeira infância, a sua sobreposição e a sua continuidade com as dificuldades de aprendizagem na idade escolar e os diversos rótulos diagnósticos que podem acompanhar as crianças com dificuldades de linguagem e de aprendizagem. Os autores propõem que a maior parte dos distúrbios de aprendizagem são dificuldades de linguagem que mudaram ao longo do tempo.

O artigo cita como exemplo o caso de Tim, de 2,5 anos com atraso de linguagem. Tim tem dificuldades tanto na área de compreensão, como de expressão, além de questões de atenção. Ele recebeu o diagnóstico de Dificuldade específica de linguagem (DEL) e continuou a receber atendimento fonoaudiológico quando entrou na escola. No 2º ano, Tim já falava e compreendia a linguagem do dia a dia, mas apresentava dificuldades escolares, incluindo as habilidades em leitura e escrita e em expressar suas ideias oralmente e por escrito. A mãe de Tim questionou a possibilidade da criança apresentar um outro problema além da questão da linguagem.

 

Esta dúvida da mãe de Tim leva à clássica questão levantada há décadas por pesquisadores: “Estamos falando de um grupo de crianças que são chamadas por diferentes nomes, mas que na realidade evidenciam um continuum de dificuldades na aprendizagem da linguagem?” Esta foi a resposta dada à mãe de Tim – não há uma nova dificuldade, mas uma diferente manifestação da dificuldade de linguagem de Tim. As diferentes dificuldades vão surgindo à medida que Tim enfrenta novos desafios, já que as demandas de linguagem aumentam à medida que o grau de escolaridade avança.

Como o caso de Tim sugere, crianças e adolescentes com desafios na área de linguagem podem ser identificados com diferentes diagnósticos, em diferentes momentos da vida (da pré-escola ao ensino médio e à vida adulta).

O propósito do artigo é desvendar equívocos sobre os caminhos paralelos e divergentes que crianças com dificuldades de linguagem podem assumir através dos anos, às vezes mudando de diagnóstico conforme elas encontram novos desafios na linguagem oral e escrita.

 

Três argumentos são apresentados sobre a relação entre dificuldades de linguagem e distúrbios de aprendizagem:

1. Os rótulos diagnósticos podem mudar em diferentes contextos por diferentes profissionais – de dificuldades de linguagem para distúrbios de aprendizagem – quando as crianças entram na escola e começam a apresentar dificuldades acadêmicas. Mas, as suas necessidades linguísticas persistem, não importando como sejam chamadas. A maioria das crianças recém identificadas como tendo distúrbios de aprendizagem apresentam necessidades em linguagem e alfabetização pré-existentes que não foram identificadas e que devem ser tratadas.

2. Distúrbios de linguagem nos anos pré-escolares tendem a seguir a criança através do tempo, manifestando-se de forma diferente baseados nas habilidades inerentes ao indivíduo, nos contextos de aprendizagem da linguagem e nas tarefas de aprendizagem. Fonoaudiólogos devem estar cientes dos alicerces linguísticos que as tarefas de aprendizagem demandam e a natureza e período em que há uma “aparente recuperação”.

3. A linguagem está na base de todo o currículo escolar, envolvendo todas as matérias e não somente “Línguas”. A implicação disso é que as escolhas de intervenção devem ser baseadas nas dificuldades que os alunos apresentam no contexto curricular, independentemente de seus rótulos diagnósticos.


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Confira também:

Postado por Fonológica em 14 de fevereiro

Livro “APET – Análise da Produção Escrita de Textos”

Autoras: Lilian Kotujansky Forte, Marlene Lopes Scarpa e Regina Soga Kubota

Pulso Editorial

A avaliação do discurso escrito tem a função de verificar o nível de independência, domínio e eficácia do aprendente com a palavra escrita. Alguns instrumentos de avaliação encontrados na literatura estrangeira favorecem uma busca pelo autocontrole dos processos cognitivos (metacognição), associados à composição escrita.

A avaliação deve refletir dois critérios:

– critérios relacionados com o processo: consciência que o aprendente tem sobre as suas atividades mentais presentes na sua produção escrita;

– critérios relacionados com o produto: as características do texto (verificação das competências ortográfica, semântica-lexical, gramatical, textual e pragmática-discursiva).

Há, no entanto, poucas pesquisas brasileiras que investigam e avaliam a produção de textos, principalmente nas etapas de escolarização intermediárias.

No sentido de preencher esta lacuna, desenvolvemos este material para a avaliação do discurso escrito que abrange desde o 5• ano do Ensino Fundamental até o 3• ano do Ensino Médio.

Lançamento do Livro APET

 

Convite APET na Vila

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Postado por Fonológica em 9 de novembro

Atividade de Discriminação Auditiva

Traço de sonoridade /T/ x /D/

 

Autoria da atividade: Lilian Kotujansky Forte

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Captura de Tela 2013-11-09 às 16.28.37

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagens: Openclipart

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Postado por Fonológica em 20 de outubro

Atividades de Consciência Fonológica

 

ALITERAÇÃO

Autoria da atividade: Lilian Kotujansky Forte

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Captura de Tela 2013-10-20 às 22.00.31

Mais informações sobre Consciência Fonológica AQUI

Imagens: Openclipart

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Postado por Fonológica em 19 de agosto

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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     Um novo estudo de imagens cerebrais de dislexia mostra que diferenças no sistema visual não causam o distúrbio, mas provavelmente são uma consequência. Os resultados, publicados na revista Neuron, fornecem importantes insights sobre a causa deste comum distúrbio de leitura e soluciona um debate de longa data sobre o papel dos sintomas visuais observados na dislexia de desenvolvimento.

     A dislexia é a mais prevalente de todas as dificuldades de aprendizagem, afetando cerca de 12 por cento da população dos EUA. Além dos déficits de leitura observados, os indivíduos com dislexia frequentemente também apresentam fragilidades sutis no processamento de estímulos visuais. Cientistas têm especulado se esses déficits representam a principal causa da dislexia, com a disfunção visual impactando diretamente a capacidade de aprender a ler. O presente estudo demonstra que não.

      “Nossos resultados não descartam a presença deste tipo específico de deficiência visual”, diz o autor Guinevere Eden, PhD, diretor do Centro para o Estudo da Aprendizagem no Centro Médico da Universidade de Georgetown (GUMC) e ex-presidente do Internacional de Dislexia Association. “Na verdade, os resultados obtidos confirmam que as diferenças existem no sistema visual em crianças com dislexia, mas essas diferenças são o resultado final da pouca prática da leitura, quando comparado com os leitores típicos, e não são a causa de suas dificuldades com a leitura”.

      O presente estudo segue um relatório publicado por Eden e colegas na revista Nature, em 1996, o primeiro estudo de dislexia a empregar Ressonância Magnética funcional (fMRI). Tal como nesse estudo, o novo estudo também mostra menos atividade em uma parte do sistema visual que processa a informação visual em movimento nos disléxicos, em comparação com os leitores típicos da mesma idade.

      Desta vez, porém, a equipe de pesquisa também estudou crianças mais novas, sem dislexia, que combinavam com o nível de leitura dos disléxicos. “Este grupo se parecia com os disléxicos em termos de atividade cerebral, oferecendo o primeiro indício de que a diferença observada nos disléxicos em relação a seus pares pode ter mais a ver com a habilidade de leitura que da dislexia por si só,” Eden explica.

      Em seguida, as crianças com dislexia receberam uma intervenção em leitura. Foi fornecida uma tutoria intensiva em habilidades fonológicas e ortográficas, enfocando o déficit central na dislexia, que é amplamente reconhecido como sendo uma fragilidade no componente fonológico da linguagem. Como esperado, as crianças tiveram ganhos significativos em leitura. Além disso, a atividade do sistema visual aumentou, sugerindo que tenham sido mobilizados pela leitura.

      Os pesquisadores apontam que essas descobertas podem ter implicações importantes para a prática. “A identificação precoce e o tratamento da dislexia não devem girar em torno desses déficits no processamento visual”, diz Olumide Olulade, PhD, principal autor do estudo e pós-doutorado da GUMC. “Embora nosso estudo tenha mostrado que há uma forte correlação entre a capacidade de leitura das pessoas e a atividade cerebral no sistema visual, isso não significa que um treinamento no sistema visual resultará em uma melhor leitura. Achamos que é o contrário. A leitura é uma habilidade culturalmente imposta e as pesquisas em neurociências tem mostrado que a sua aquisição resulta em uma série de alterações anatômicas e funcionais no cérebro.”

      Os pesquisadores acrescentam que a pesquisa pode ser aplicada de forma mais ampla a outros transtornos. “Nosso estudo tem implicações importantes para a compreensão da etiologia da dislexia, mas também é relevante para outras condições, onde causa e consequência são difíceis de separar, porque o cérebro muda em resposta à experiência”, explica Eden.

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Referência:

Traduzido do site MedicalXpress

Imagem: Phillip Martin do site: a2z.phillipmartin.info/index.htm

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Postado por Fonológica em 7 de julho

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Nosso pensamento não opera de forma linear e sim como uma rede de imagens e de associações de ideias. A maneira tradicional de se fazer anotações, escrever e estudar, por sua própria natureza e estrutura, não favorece a criatividade e o fluxo de ideias.

Os mapas mentais são ferramentas gráficas que funcionam de forma análoga a nossa mente – o pensamento irradiante. A partir de uma ideia principal vão surgindo, irradiando e ramificando, outros temas, conceitos ou ideias secundárias.

Neste sentido, os mapas mentais proporcionam:

. Visualizar de maneira global cenários complexos;

. Fazer anotações;

. Esboçar um projeto;

. Expressar ideias complexas e difíceis de escrever;

. Ajudar na resolução de problemas e na tomada de decisões;

. Preparar uma apresentação em público;

. Estimular a memória devido a facilidade de consultar e de lembrar;

. Auxiliar nos estudos e na compreensão de textos;

. Gerar ideias para produções de textos;

. Inovar e modificar nossa maneira de ver e de pensar sobre as coisas;

. Agrupar grandes quantidades de informações em um esquema simples.

Como começar?

Ferramentas necessárias: uma folha de papel, lápis ou canetas coloridas e… um pouco de imaginação!

Coloque a ideia principal no centro da folha através de uma imagem e de uma palavra-chave.

Partindo desta ideia principal, desenhe ramos de cores diferentes com as palavras e as ideias mais importantes.

Faça linhas curvas e mais finas à medida que for se afastando do centro.

Deixo aqui um vídeo de Marco Carvalho sobre o assunto. Afinal uma imagem vale mais do que mil palavras!

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Referências:

Curso básico de mapas mentales em: www.orientacionandujar.es/wp-content/uploads/2013/07/curso-básico-de-mapas-mentales.pdf

Vídeo em: www.youtube.com/watch?v=uCR6T1aGiK4

 

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