Postado por Fonológica em 18 de fevereiro

Disortografia I – troca de letras na escrita

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

Na disortografia, o processo de escrita das palavras foge do padrão ortográfico estabelecido. Neste sentido, a escrita com alterações ortográficas apresenta substituições, omissões e inversões de letras, com comprometimento da correspondência fonema-grafema (som-letra).

Algumas dificuldades ortográficas fazem parte da evolução normal do processo de apropriação da escrita como meio de comunicação. Neste sentido, os “erros” , ou seja, as disortografias, são vistas sob uma perspectiva evolutiva. Na medida em que as crianças praticam a escrita, vão tendo oportunidade de aprender e reter as regras ortográficas de nossa língua.

No entanto, substituições de grafemas por dificuldades de natureza auditiva (ex.: capelo/cabelo, guarta/guarda, amico/amigo, máxica/mágica, etc), não são esperados em nenhum grau de escolaridade, pois já denotam um desvio no processo da escrita e devem ser encaminhados a um profissional da área para um adequado acompanhamento.

Crianças com alterações mais significativas necessitam de um acompanhamento com o fonoaudiólogo, que poderá identificar com maior precisão o que está por trás desta dificuldade de leitura e escrita (perda auditiva leve, distúrbios de fala, desvios de atenção, alterações psicomotoras, imaturidade, etc). O encaminhamento correto por parte da escola abrevia o diagnóstico e, consequentemente, o processo de reabilitação.

Preparamos duas cartelas que auxiliam a terapia fonoaudiológica para as trocas de natureza auditiva:

Imagens: Icon made by Freepik from www.flaticon.com
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Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

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Postado por Fonológica em 25 de novembro

Autoria da atividade: Lilian Kotujansky Forte
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Atividade de ortografia

Nas disortografias (trocas de letras na escrita), é importante apresentar à criança atividades que a ajudem a distinguir as letras que apresenta dificuldade.

Apresentamos abaixo uma atividade que trabalha com as substituições entre os grafemas (letras) P x B (feita com o software Click and Create).

Este tipo de disortografia, entre P e B, se deve às dificuldades da criança com a percepção auditiva de sons muito parecidos.

A relação entre fonema (som) x grafema (letra) não se encontra bem estabelecida, devido ao traço de sonoridade ser parecido entre os dois sons.

Nesta atividade cada figura apresentada começa com a letra B ou P. A criança escreverá o nome de cada figura apresentada com o objetivo de treinar a ortografia.

Treino_P_B

 

 

Abrir em arquivo PDF   Treino_P_B16-pics

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Postado por Fonológica em 8 de maio

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

a aventura das palavras

“A aventura das palavras” é um novo aplicativo educativo em português, que já se encontra disponível para Android.

Há também uma versão web, possível de ser usada online.

Segundo a equipe da Bubble Boy, o aplicativo ajuda a desenvolver “de forma divertida as competências ligadas à leitura como a correspondência grafofonética (correspondência letra-som), fusão fonética e fusão silábica, trabalhando vários tipos de sílabas (das mais fáceis às mais difíceis) e os casos especiais da Língua Portuguesa”.

O aplicativo apresenta um jogo de escrita de palavras, com três níveis de dificuldade, e a possibilidade de acrescentar mais letras para tornar a atividade ainda mais desafiadora. 

Possui um visual agradável e amigável, com os personagens Jako e Drako.

Uma figura é apresentada e as letras que formam a palavra desta figura se encontram embaralhadas. A criança deverá escrever a palavra, colocando as letras na ordem exata. Depois, poderá verificar se acertou ou não. Caso não tenha conseguido formar a palavra, poderá retirar as letras e recolocá-las novamente. E assim a atividade continua, apresentando novas figuras e desafiando a criança a escrever as palavras que as representam.

É um aplicativo que pode ser usado em vários contextos, inclusive em terapia para crianças com Dificuldades de Aprendizagem.

Esperamos que Tiago Epifânio e João Caleia, da Bubble Boy, continuem a nos oferecer aplicativos educativos interessantes e eficientes como “A aventura das palavras”.

Avaliação: ★ ★ ★ ★ Bom

Referências:

Site do aplicativo da Bubble Boy: http://bubbleboygames.com/our-games/

Google play store: play.google.com/store/apps/details?id=com.bubbleboy

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Postado por Fonológica em 14 de fevereiro

Livro “APET – Análise da Produção Escrita de Textos”

Autoras: Lilian Kotujansky Forte, Marlene Lopes Scarpa e Regina Soga Kubota

Pulso Editorial

A avaliação do discurso escrito tem a função de verificar o nível de independência, domínio e eficácia do aprendente com a palavra escrita. Alguns instrumentos de avaliação encontrados na literatura estrangeira favorecem uma busca pelo autocontrole dos processos cognitivos (metacognição), associados à composição escrita.

A avaliação deve refletir dois critérios:

– critérios relacionados com o processo: consciência que o aprendente tem sobre as suas atividades mentais presentes na sua produção escrita;

– critérios relacionados com o produto: as características do texto (verificação das competências ortográfica, semântica-lexical, gramatical, textual e pragmática-discursiva).

Há, no entanto, poucas pesquisas brasileiras que investigam e avaliam a produção de textos, principalmente nas etapas de escolarização intermediárias.

No sentido de preencher esta lacuna, desenvolvemos este material para a avaliação do discurso escrito que abrange desde o 5• ano do Ensino Fundamental até o 3• ano do Ensino Médio.

Lançamento do Livro APET

 

Convite APET na Vila

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Postado por Fonológica em 7 de julho

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

Nosso pensamento não opera de forma linear e sim como uma rede de imagens e de associações de ideias. A maneira tradicional de se fazer anotações, escrever e estudar, por sua própria natureza e estrutura, não favorece a criatividade e o fluxo de ideias.

Os mapas mentais são ferramentas gráficas que funcionam de forma análoga a nossa mente – o pensamento irradiante. A partir de uma ideia principal vão surgindo, irradiando e ramificando, outros temas, conceitos ou ideias secundárias.

Neste sentido, os mapas mentais proporcionam:

. Visualizar de maneira global cenários complexos;

. Fazer anotações;

. Esboçar um projeto;

. Expressar ideias complexas e difíceis de escrever;

. Ajudar na resolução de problemas e na tomada de decisões;

. Preparar uma apresentação em público;

. Estimular a memória devido a facilidade de consultar e de lembrar;

. Auxiliar nos estudos e na compreensão de textos;

. Gerar ideias para produções de textos;

. Inovar e modificar nossa maneira de ver e de pensar sobre as coisas;

. Agrupar grandes quantidades de informações em um esquema simples.

Como começar?

Ferramentas necessárias: uma folha de papel, lápis ou canetas coloridas e… um pouco de imaginação!

Coloque a ideia principal no centro da folha através de uma imagem e de uma palavra-chave.

Partindo desta ideia principal, desenhe ramos de cores diferentes com as palavras e as ideias mais importantes.

Faça linhas curvas e mais finas à medida que for se afastando do centro.

Deixo aqui um vídeo de Marco Carvalho sobre o assunto. Afinal uma imagem vale mais do que mil palavras!

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Referências:

Curso básico de mapas mentales em: www.orientacionandujar.es/wp-content/uploads/2013/07/curso-básico-de-mapas-mentales.pdf

Vídeo em: www.youtube.com/watch?v=uCR6T1aGiK4

 

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Postado por Fonológica em 22 de janeiro

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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O canal HBO passou recentemente um documentário entitulado “Journey into Dyslexia“, que trata de uma maneira sensível e informativa a realidade sobre a dislexia.

O documentário apresenta depoimentos de crianças e adultos disléxicos que contam as suas histórias de lutas e frustrações, mas também de criatividade e sucessos.

Profissionais especialistas em dislexia também são entrevistados, lançando luz às questões levantadas sobre esta dificuldade de aprendizagem.

É possível assistir o documentário, dividido em 6 partes, no You Tube (em inglês):

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Encontre mais informações sobre Dislexia AQUI!

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Postado por Fonológica em 24 de setembro

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Causa e Efeito – Atividade de escrita

Objetivo: Desenvolver as habilidades de escrita e as relações de causa e efeito.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Postado por Fonológica em 25 de fevereiro

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Palavras cruzadas P x B

Atividade realizada no Educaplay

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Postado por Fonológica em 16 de novembro

O cérebro pode inverter letras e palavras refletidas em um espelho

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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A maioria das pessoas pode ler devagar e com esforço textos refletidos no espelho, mas uma equipe de cientistas do Centro Basco de Cognição, Cérebro e Linguagem demonstrou pela primeira vez, que podemos girar mentalmente essas imagens e entende-las de forma automática e inconsciente durante alguns instantes.

“Em um período muito inicial do processamento, entre os 150 e os 250 milissegundos, o sistema visual gira completamente as palavras refletidas no espelho e as reconhece”, explica Jon Andoni Duñabeitia, principal autor da pesquisa, “mas então o cérebro imediatamente detecta que esta não é a ordem correta e “se lembra” que não deve processá-las deste modo.”

Para o estudo, publicado na revista NeuroImage, os pesquisadores monitoraram com eletrodos a atividade cerebral de 27 participantes enquanto eles realizavam dois experimentos em frente a uma tela de computador.

No primeiro, entre outras informações, foram apresentadas palavras com algumas letras invertidas por 50 milissegundos (um flash imperceptível, mas que é processado pelo cérebro) e, no segundo experimento, a palavra inteira estava invertida (por exemplo, OVITOM ao invés de MOTIVO).

Os resultados do EEG revelaram em ambos os casos que, entre os 150 e os 250 milésimos de segundo, a resposta cerebral depois de ver as palavras refletidas como em um espelho era a mesma que quando lidas do modo normal.

Uma melhor compreensão da dislexia

“Estes resultados abrem um novo campo no estudo dos efeitos da rotação involuntária de letras e palavras em indivíduos com dificuldades associadas a leitura (dislexia) ou a escrita (disgrafia)”, disse Duñabeitia.

O investigador tranquiliza os pais se preocupam quando os filhos começam a escrever invertendo as letras: “. É a conseqüência direta da propriedade de rotação em espelho do sistema visual”. De fato é comum que as crianças  comecem a escrever assim até que aprendam as formas “canônicas” na escola.

“Agora sabemos que inverter as letras não é um problema exclusivo de alguns disléxicos, uma vez que toda pessoa faz isso de modo natural e inconsciente, mas temos que entender porque os leitores normais podem inibi-lo e algumas pessoas com dificuldades de leitura e escrita não, confundindo o ‘b’ com o ‘d’, por exemplo “, explica Duñabeitia.

A comunidade científica entretanto ainda não descobriu como a leitura, uma habilidade aprendida relativamente tarde no desenvolvimento humano, pode inibir a rotação mental no espelho, uma habilidade visual comum em muitos animais.

“Um tigre é um tigre tanto lado direito como do lado esquerdo, mas uma palavra escrita de modo espelhado perde o seu significado, embora agora já sabemos que não é tão incompreensível para o nosso sistema visual, porque ele é capaz de processá-la como se estivesse correta”, conclui o pesquisador.

Referência:

Jon Andoni Duñabeitia, Nicola Manuel Molinaro e Carreiras. “Através do espelho: a leitura Mirror”. NeuroImage 54 (4): 3.004-3.009, fevereiro de 2011. Doi: 10.1016/j.neuroimage.2010.10.079.

Traduzido do site: www.agenciasinc.es/esl/Noticias/El-cerebro-frente-a-las-palabras-del-espejo em 30 março 2011 12:13

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Postado por Fonológica em 1 de dezembro

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Como a criança desenvolve uma leitura competente?

Através de um duplo processo que utiliza as rotas fonológica e lexical. Na rota fonológica, a pronúncia da palavra é construída através da aplicação de regras de correspondência grafo-fonêmica (em palavras novas, o aspecto auditivo da palavra é importante). Na rota lexical, o ítem escrito é reconhecido visualmente por sua forma ortográfica (em palavras mais familiares, o aspecto visual da palavra é importante).

Quais os domínios que estão envolvidos na Linguagem Escrita?

1) Leitura (linguagem receptiva):

a) decodificação do material escrito:

. processo fonológico (associação grafema-fonema);

. processo visual (reconhecimento de letras, sílabas e palavras).

b) compreensão do material lido:

. literal (extrair as informações principais, relacionar fatos e ações);

. inferencial (analisar criticamente, fazer relações entre diversos textos).

2) Escrita (linguagem expressiva):

a) codificação: escrever palavras corretas do ponto de vista ortográfico, utilizar sinais de pontuação;

b) discurso: produzir textos coerentes, criativos e com diferentes intenções comunicativas.

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