Postado por Fonológica em 7 de julho

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

Nosso pensamento não opera de forma linear e sim como uma rede de imagens e de associações de ideias. A maneira tradicional de se fazer anotações, escrever e estudar, por sua própria natureza e estrutura, não favorece a criatividade e o fluxo de ideias.

Os mapas mentais são ferramentas gráficas que funcionam de forma análoga a nossa mente – o pensamento irradiante. A partir de uma ideia principal vão surgindo, irradiando e ramificando, outros temas, conceitos ou ideias secundárias.

Neste sentido, os mapas mentais proporcionam:

. Visualizar de maneira global cenários complexos;

. Fazer anotações;

. Esboçar um projeto;

. Expressar ideias complexas e difíceis de escrever;

. Ajudar na resolução de problemas e na tomada de decisões;

. Preparar uma apresentação em público;

. Estimular a memória devido a facilidade de consultar e de lembrar;

. Auxiliar nos estudos e na compreensão de textos;

. Gerar ideias para produções de textos;

. Inovar e modificar nossa maneira de ver e de pensar sobre as coisas;

. Agrupar grandes quantidades de informações em um esquema simples.

Como começar?

Ferramentas necessárias: uma folha de papel, lápis ou canetas coloridas e… um pouco de imaginação!

Coloque a ideia principal no centro da folha através de uma imagem e de uma palavra-chave.

Partindo desta ideia principal, desenhe ramos de cores diferentes com as palavras e as ideias mais importantes.

Faça linhas curvas e mais finas à medida que for se afastando do centro.

Deixo aqui um vídeo de Marco Carvalho sobre o assunto. Afinal uma imagem vale mais do que mil palavras!

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Referências:

Curso básico de mapas mentales em: www.orientacionandujar.es/wp-content/uploads/2013/07/curso-básico-de-mapas-mentales.pdf

Vídeo em: www.youtube.com/watch?v=uCR6T1aGiK4

 

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Postado por Fonológica em 30 de novembro

Atividade para terapia – Raciocínio Dedutivo

Objetivo: Leitura de charadas para o desenvolvimento da compreensão de texto e do raciocínio dedutivo.

Autoria da atividade: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

 

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Postado por Fonológica em 25 de junho

FUNÇÕES EXECUTIVAS

 

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

  Visão geral

Nós, seres humanos, desenvolvemos a capacidade de enfrentar desafios e de alcançar metas através do uso de funções cognitivas de alto nível, chamadas de funções executivas. Estas funções podem ser vistas como um conjunto de múltiplos processos cognitivos que atuam de forma coordenada para direcionar a nossa percepção, emoção, cognição e função motora.

São elas que nos ajudam a planejar e a decidir quais tarefas devemos prestar atenção e quais delas iremos realizar. Também são responsáveis pela habilidade de direcionarmos o nosso comportamento de maneira organizada, estratégica e autorregulada.

Funções executivas e desenvolvimento cerebral

O lobo frontal é o último a se desenvolver completamente no final da adolescência e gerencia as informações e comportamentos de outras regiões cerebrais.

As habilidades executivas começam o seu desenvolvimento ainda na infância e continuam a se desenvolver durante a adolescência e início da vida adulta.

Habilidades envolvidas nas funções executivas

Para atingir metas ou resolver problemas:

Planejamento: a habilidade de criar um plano para alcançar um objetivo ou completar uma tarefa.

Organização: a habilidade de criar e manter o controle de informações e materiais.

Gerenciamento do tempo: a capacidade de estimar o tempo disponível, como melhor aproveitá-lo e como se manter dentro do cronograma.

Memória de trabalho: a habilidade de guardar a informação na mente enquanto desempenha tarefas complexas.

Metacognição: a habilidade de se observar, se monitorar e de se autoavaliar.

Para guiar nosso comportamento durante o processo:

Inibição da resposta: a capacidade de pensar antes de agir.

Controle emocional (autorregulação): a habilidade de gerir as emoções com o objetivo de atingir metas ou controlar o comportamento.

Atenção sustentada: a capacidade de se manter em uma atividade apesar do cansaço e de distrações.

Iniciar a tarefa: a habilidade de começar uma atividade sem adiá-la.

Flexibilidade: a habilidade de revisar os planos em face de obstáculos, novas informações ou erros.

Persistência em direção à meta: a capacidade de seguir até a conclusão de um objetivo.

 

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Referência:

Dawson P.; Guare R.  Executive skills in children and adolescents: a practical guide to assessment and intervention. New York: Guilford Press, 2010.

Imagem:

http://office.microsoft.com/pt-pt/images

Confira também:

Postado por Fonológica em 21 de outubro

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

Pesquisadores da Universidade de Medicina de Stanford usaram uma técnica de imagem para mostrar que os padrões de ativação cerebral em crianças com pouca habilidade em leitura e coeficiente intelectual (QI) baixo são similares àquelas com pouca habilidade em leitura e QI normal. O trabalho oferece mais evidências sobre o fato de que leitores pouco hábeis possuem um tipo de dificuldade similar, a despeito de sua capacidade cognitiva geral.

 

Educadores e psicólogos têm historicamente confiado no QI das crianças para definir e diagnosticar a dislexia – uma inabilidade de natureza neurobiológica que compromete a habilidade de leitura do indivíduo. Se o desempenho em leitura de uma criança com QI normal estiver abaixo do esperado, ela será considerada disléxica, enquanto que um leitor com pouca habilidade e com baixo QI receberá algum outro diagnóstico.

 

Esses novos achados oferecem “evidência biológica de que o QI não deve ser determinante no diagnóstico das habilidades em leitura,” disse o médico Ph.D Fumiko Hoeft do centro de pesquisas interdisciplinares em neurociências de Stanford que dirigiu este estudo, que aparecerá em breve na edição da Psychological Science.

 

Os novos achados vêm na sequência dos recentes estudos de comportamento mostrando que os déficits fonológicos – dificuldades no processamento do sistema de sons da lingua, que muitas vezes levam a dificuldades em estabelecer uma relação entre os sons da língua e as letras – são semelhantes em leitores fracos, independentemente do QI.

 

O uso do QI no diagnóstico da dislexia, que afeta 5 a 17% das crianças americanas, tem implicações reais para os leitores fracos. Se as crianças não são diagnosticadas como disléxicas, eles não se qualificam para os serviços que um disléxico típico faz, e não são ensinadas a elas estratégias para superar problemas específicos na forma como eles vêem e processam as palavras.

 

Referência:

John D. E. Gabrieli, Fumiko Hoeft, Hiroko Tanaka, Jessica M. Black, Leanne M. Stanley, Shelli R. Kesler, Allan L. Reiss, Charles Hulme and Susan Whitfield-Gabrieli. The Brain Basis of the Phonological Deficit in Dyslexia is Independent of IQ. Psychological Science, 2011

Traduzido de: Stanford University Medical Center. “Brain imaging study shows physiological basis of dyslexia.” ScienceDaily, 28 Sep. 2011. Web. 21 Oct. 2011.

imagem: http://etc.usf.edu/clipart/

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Confira também:

Postado por Fonológica em 16 de setembro

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Analogias verbais e produção escrita

Raciocínio Analógico

O raciocínio analógico é considerado como um componente central da cognição.

É um processo cognitivo que permite solucionar ou entender um problema novo através de uma situação conhecida (análoga), procurando descobrir diferenças e semelhanças para estabelecer uma correspondência entre estruturas e representações mentais diferentes.

O raciocínio analógico também favorece o desenvolvimento de novas aprendizagens, de competências tardias da linguagem e do pensamento criativo.

Produção Escrita

A produção de textos narrativos desenvolve a metalinguagem, isto é, a capacidade de exercer um controle consciente sobre a sua própria língua.

Para que a metalinguagem se desenvolva, além de determinados conhecimentos linguísticos são também necessárias habilidades cognitivas.

Uma destas habilidades é o raciocínio analógico, que permite tanto desenvolver o pensamento criativo, como também manipular mais facilmente as informações sobre componentes do texto. No caso do texto narrativo, o raciocínio analógico ajuda a simplificar e a facilitar a representação da informação na memória, reduzindo o volume de informações para a tomada de decisões ao mínimo indispensável.

As informações acima foram obtidas através de uma pesquisa chilena realizada em 2010 com escolares do terceiro ano da educação básica.

O artigo científico “El razonamiento analógico verbal: una habilidad cognitiva esencial de la producción escrita” realizado por Figari e Escala, procura determinar a relação entre produção textual e raciocínio analógico verbal. Para tanto, estudaram um grupo de 258 escolares do terceiro ano da educação básica em uma prova de escrita narrativa e em uma prova de raciocínio analógico verbal. Os resultados preliminares obtidos mostraram uma correlação entre as duas variáveis.

Sempre achei interessante introduzir atividades de raciocínio analógico em terapia de linguagem oral e escrita. O artigo científico acima citado é mais um argumento da importância deste tipo de atividade em terapia de linguagem.

Em breve colocarei uma atividade que trabalhe com esse processo cognitivo.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Referência:

ONOMÁZEIN 22 (2010/2): 165-194

Ricardo Benítez Figari, Georgina García Escala

El razonamiento analógico verbal: una habilidad cognitiva esencial de la producción escrita

http://www.onomazein.net/22/07-BENITEZ.pdf

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