Tag: Habilidades Fonológicas

A aventura das palavras

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

a aventura das palavras

“A aventura das palavras” é um novo aplicativo educativo em português, que já se encontra disponível para Android.

Há também uma versão web, possível de ser usada online.

Segundo a equipe da Bubble Boy, o aplicativo ajuda a desenvolver “de forma divertida as competências ligadas à leitura como a correspondência grafofonética (correspondência letra-som), fusão fonética e fusão silábica, trabalhando vários tipos de sílabas (das mais fáceis às mais difíceis) e os casos especiais da Língua Portuguesa”.

O aplicativo apresenta um jogo de escrita de palavras, com três níveis de dificuldade, e a possibilidade de acrescentar mais letras para tornar a atividade ainda mais desafiadora. 

Possui um visual agradável e amigável, com os personagens Jako e Drako.

Uma figura é apresentada e as letras que formam a palavra desta figura se encontram embaralhadas. A criança deverá escrever a palavra, colocando as letras na ordem exata. Depois, poderá verificar se acertou ou não. Caso não tenha conseguido formar a palavra, poderá retirar as letras e recolocá-las novamente. E assim a atividade continua, apresentando novas figuras e desafiando a criança a escrever as palavras que as representam.

É um aplicativo que pode ser usado em vários contextos, inclusive em terapia para crianças com Dificuldades de Aprendizagem.

Esperamos que Tiago Epifânio e João Caleia, da Bubble Boy, continuem a nos oferecer aplicativos educativos interessantes e eficientes como “A aventura das palavras”.

Avaliação: ★ ★ ★ ★ Bom

Referências:

Site do aplicativo da Bubble Boy: http://bubbleboygames.com/our-games/

Google play store: play.google.com/store/apps/details?id=com.bubbleboy

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

 

 

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Tag: Habilidades Fonológicas

Atividades de Consciência Fonológica I

Atividades de Consciência Fonológica

 

RIMAS

Autoria da atividade: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

Consciência Rimas

Mais informações sobre Consciência Fonológica AQUI

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Tag: Habilidades Fonológicas

Estudo de imagens do cérebro exclui diferenças na função visual como causa da dislexia

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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     Um novo estudo de imagens cerebrais de dislexia mostra que diferenças no sistema visual não causam o distúrbio, mas provavelmente são uma consequência. Os resultados, publicados na revista Neuron, fornecem importantes insights sobre a causa deste comum distúrbio de leitura e soluciona um debate de longa data sobre o papel dos sintomas visuais observados na dislexia de desenvolvimento.

     A dislexia é a mais prevalente de todas as dificuldades de aprendizagem, afetando cerca de 12 por cento da população dos EUA. Além dos déficits de leitura observados, os indivíduos com dislexia frequentemente também apresentam fragilidades sutis no processamento de estímulos visuais. Cientistas têm especulado se esses déficits representam a principal causa da dislexia, com a disfunção visual impactando diretamente a capacidade de aprender a ler. O presente estudo demonstra que não.

      “Nossos resultados não descartam a presença deste tipo específico de deficiência visual”, diz o autor Guinevere Eden, PhD, diretor do Centro para o Estudo da Aprendizagem no Centro Médico da Universidade de Georgetown (GUMC) e ex-presidente do Internacional de Dislexia Association. “Na verdade, os resultados obtidos confirmam que as diferenças existem no sistema visual em crianças com dislexia, mas essas diferenças são o resultado final da pouca prática da leitura, quando comparado com os leitores típicos, e não são a causa de suas dificuldades com a leitura”.

      O presente estudo segue um relatório publicado por Eden e colegas na revista Nature, em 1996, o primeiro estudo de dislexia a empregar Ressonância Magnética funcional (fMRI). Tal como nesse estudo, o novo estudo também mostra menos atividade em uma parte do sistema visual que processa a informação visual em movimento nos disléxicos, em comparação com os leitores típicos da mesma idade.

      Desta vez, porém, a equipe de pesquisa também estudou crianças mais novas, sem dislexia, que combinavam com o nível de leitura dos disléxicos. “Este grupo se parecia com os disléxicos em termos de atividade cerebral, oferecendo o primeiro indício de que a diferença observada nos disléxicos em relação a seus pares pode ter mais a ver com a habilidade de leitura que da dislexia por si só,” Eden explica.

      Em seguida, as crianças com dislexia receberam uma intervenção em leitura. Foi fornecida uma tutoria intensiva em habilidades fonológicas e ortográficas, enfocando o déficit central na dislexia, que é amplamente reconhecido como sendo uma fragilidade no componente fonológico da linguagem. Como esperado, as crianças tiveram ganhos significativos em leitura. Além disso, a atividade do sistema visual aumentou, sugerindo que tenham sido mobilizados pela leitura.

      Os pesquisadores apontam que essas descobertas podem ter implicações importantes para a prática. “A identificação precoce e o tratamento da dislexia não devem girar em torno desses déficits no processamento visual”, diz Olumide Olulade, PhD, principal autor do estudo e pós-doutorado da GUMC. “Embora nosso estudo tenha mostrado que há uma forte correlação entre a capacidade de leitura das pessoas e a atividade cerebral no sistema visual, isso não significa que um treinamento no sistema visual resultará em uma melhor leitura. Achamos que é o contrário. A leitura é uma habilidade culturalmente imposta e as pesquisas em neurociências tem mostrado que a sua aquisição resulta em uma série de alterações anatômicas e funcionais no cérebro.”

      Os pesquisadores acrescentam que a pesquisa pode ser aplicada de forma mais ampla a outros transtornos. “Nosso estudo tem implicações importantes para a compreensão da etiologia da dislexia, mas também é relevante para outras condições, onde causa e consequência são difíceis de separar, porque o cérebro muda em resposta à experiência”, explica Eden.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Referência:

Traduzido do site MedicalXpress

Imagem: Phillip Martin do site: a2z.phillipmartin.info/index.htm

Tag: Habilidades Fonológicas

Estudo de Imagem Cerebral Mostra as Bases Fisiológicas da Dislexia

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

Pesquisadores da Universidade de Medicina de Stanford usaram uma técnica de imagem para mostrar que os padrões de ativação cerebral em crianças com pouca habilidade em leitura e coeficiente intelectual (QI) baixo são similares àquelas com pouca habilidade em leitura e QI normal. O trabalho oferece mais evidências sobre o fato de que leitores pouco hábeis possuem um tipo de dificuldade similar, a despeito de sua capacidade cognitiva geral.

 

Educadores e psicólogos têm historicamente confiado no QI das crianças para definir e diagnosticar a dislexia – uma inabilidade de natureza neurobiológica que compromete a habilidade de leitura do indivíduo. Se o desempenho em leitura de uma criança com QI normal estiver abaixo do esperado, ela será considerada disléxica, enquanto que um leitor com pouca habilidade e com baixo QI receberá algum outro diagnóstico.

 

Esses novos achados oferecem “evidência biológica de que o QI não deve ser determinante no diagnóstico das habilidades em leitura,” disse o médico Ph.D Fumiko Hoeft do centro de pesquisas interdisciplinares em neurociências de Stanford que dirigiu este estudo, que aparecerá em breve na edição da Psychological Science.

 

Os novos achados vêm na sequência dos recentes estudos de comportamento mostrando que os déficits fonológicos – dificuldades no processamento do sistema de sons da lingua, que muitas vezes levam a dificuldades em estabelecer uma relação entre os sons da língua e as letras – são semelhantes em leitores fracos, independentemente do QI.

 

O uso do QI no diagnóstico da dislexia, que afeta 5 a 17% das crianças americanas, tem implicações reais para os leitores fracos. Se as crianças não são diagnosticadas como disléxicas, eles não se qualificam para os serviços que um disléxico típico faz, e não são ensinadas a elas estratégias para superar problemas específicos na forma como eles vêem e processam as palavras.

 

Referência:

John D. E. Gabrieli, Fumiko Hoeft, Hiroko Tanaka, Jessica M. Black, Leanne M. Stanley, Shelli R. Kesler, Allan L. Reiss, Charles Hulme and Susan Whitfield-Gabrieli. The Brain Basis of the Phonological Deficit in Dyslexia is Independent of IQ. Psychological Science, 2011

Traduzido de: Stanford University Medical Center. “Brain imaging study shows physiological basis of dyslexia.” ScienceDaily, 28 Sep. 2011. Web. 21 Oct. 2011.

imagem: http://etc.usf.edu/clipart/

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Tag: Habilidades Fonológicas

O desenvolvimento das habilidades fonológicas

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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O desenvolvimento das habilidades fonológicas

O desenvolvimento fonológico refere-se ao processo pelo qual a criança adquire e usa os padrões sonoros de sua língua materna na comunicação.

O pré-requisito para a consciência fonológica são as habilidades básicas de escuta, a aquisição de um vocabulário de alguns milhares de palavras, a capacidade de imitar e produzir estruturas de frases básicas, e o uso da linguagem para expressar necessidades, reagir a outras pessoas, comentar sobre as próprias experiências e de entender os outros.

A habilidade fonológica se desenvolve em uma progressão previsível.

As habilidades básicas de escuta e a consciência lexical (consciência da palavra) são precursores essenciais para o desenvolvimento da consciência fonológica.

A Tabela 1 apresenta uma escala das habilidades fonológicas relativa às tarefas de consciência fonológica, da mais básica à mais avançada.


Tabela 1. Habilidades fonológicas, da mais básica à mais avançada

Habilidades Fonológicas

Descrição

Consciência lexical

(consciência das palavras)

Rastrear as palavras nas frases. Manipulação de palavras dentro das frases.

Nota: Esta habilidade não é exatamente uma habilidade fonológica e sim uma habilidade semântica de linguagem (significado de base).

Capacidade de resposta à rima e à aliteração, durante jogo de palavras

Recitar palavras rimadas ou frases com aliteração de livros de histórias ou de poesias rimadas.

Consciência silábica

Contar, bater palmas, misturar sílabas, ou segmentar uma palavra em sílabas.

Manipulação de rimas

A capacidade de produzir uma palavra rimada depende da compreensão de que as palavras rimadas têm a mesma rima.

Reconhecer uma rima é muito mais fácil do que produzir uma rima.

Consciência fonêmica

Identificar e combinar os sons iniciais das palavras, em seguida os sons finais e os mediais. (ex.: “Que figura começa com /s/?”; “Encontre outra figura que termine com /r/”).

Segmentar e produzir o som inicial, depois o sons finais e mediais (ex.: “Com que som foca começa?”; “Diga o último som de sapato“; “Diga o som da vogal em sol“).

Combinar os sons em palavras (ex.: “Escute: /p/ /a/ /i/. Diga a palavra que formam”).

Segmentar os fonemas de palavras de dois ou três sons, passando para palavras de quatro e cinco sons (ex.: “Separe os sons de sapo“).

Manipular os fonemas removendo, adicionando, ou substituindo sons (ex.: “Diga vela sem o /v/”).

A Tabela 2 relaciona as idades específicas para a realização de tarefas típicas de consciência fonológica .

Tabela 2. Idade em que a grande maioria das crianças atingiu uma habilidade fonológica

Idade

Habilidade

Exemplos de atividades

4

Imitar e brincar com rimas e aliterações

pato, mato, gato
“O rato roeu a roupa do rei de Roma.”

5

Reconhecimento de rimas, qual palavra não combina

“Quais as palavras que rimam:
escada, chapéu, tomada?”

Reconhecimento de mudanças fonêmicas em palavras

Atirei o pau no mato. Isto não está certo!”

Bater palmas, contar sílabas

chão (1 sílaba)
jantar (2 sílabas)
mel (1 sílaba)
sabonete (4 sílabas)

Perceber e lembrar fonemas em uma série

Mostrar sequências de fonemas com blocos coloridos: /s/ /s/ /f/; /z/ /ch/ /z/.

Síntese silábica

“Qual é a palavra?”
p-ato
b-ola
m-edo

Produzir uma rima

“Fale uma palavra que rime com carro.” (barro)

Combinar sons iniciais; isolar um som inicial

“Diga o primeiro som de rede (/r/); meia (/m/); fita (/f/).”

6

Supressão de palavras compostas

“Diga guarda-chuva. Fale novamente, mas não fale guarda.”

Supressão silábica

“Diga sapato. Fale novamente, mas não fale sa.”

Síntese fonêmica

Combinar de dois a três fonemas

“Junte esses sons:”

/p/ /Ɛ/ ()
/l/ /u/ /a/ (lua)
/m/ /e/ /w/ (meu)

Segmentação fonêmica de palavras monossílabas de dois ou três fonemas

“Diga a palavra enquanto movimenta uma ficha para cada som.”
d-a
m-
eu
l-
ua

Segmentação fonêmica de palavras que tem até três ou quatro fonemas

“Diga a palavra devagar enquanto bate palmas para cada som.”
m-a-l-a
gat-o
r-o-d-a

Manipulação fonêmica para construir novas palavras monossílabas

“Mude o som /v/ em vai para /p/.
Mude o som /e/ em
meu para /a/.”

7

Supressão fonêmica (posições inicial e final)

“Diga belo. Diga novamente sem o /b/.”
“Diga bola. Diga novamente sem o /l/.”

8

Supressão fonêmica (posição inicial, inclui sílabas complexas)

“Diga frio. Diga novamente sem o /f/.”

9

Supressão fonêmica (posição medial e final em posição de sílaba complexa)

“Diga flor. Diga novamente sem o /l/.” “Diga mar. Diga novamente sem o /r/.”

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Referência: http://www.readingrockets.org/article/28759

Imagem: http://etc.usf.edu/clipart/