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Jogo “Olho Vivo” para terapia

Autoria do jogo: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

Jogo “Olho Vivo” para terapia

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Olá!

Preparamos uma nova atividade para a terapia fonoaudiológica, o jogo “Olho Vivo”. O jogo oferece a oportunidade de trabalhar com a linguagem oral e escrita, consciência fonológica, habilidades auditivas e visuais.

O jogo apresenta figuras com fonemas iniciais que se distinguem pelo traço de sonoridade. Assim, o conjunto das figuras possui todos os pares de fonemas oclusivos e fricativos, surdos e sonoros: /p/ x /b/; /t/ x //d/; /k/ x /g/; /f/ x /v/; /s/ x /z/ e /ch/ x /j/.

A atividade também pode ser usada com os pacientes que apresentam trocas ortográficas por traço de sonoridade na escrita. Possui, abaixo de cada figura, a palavra que a representa.

A inspiração veio do site francês Lire Écrire Compter que mostra vários jogos educativos nas áreas de leitura, escrita e matemática. Pensamos que seria viável adaptar um deles e fazer um interessante jogo para a prática fonoaudiológica.

Bom jogo!

Link abaixo para baixar o jogo (em PDF)

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Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

 

 

 

 

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Distúrbios De Linguagem São Dificuldades De Aprendizagem

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Compartilho no blog Fonológica algumas questões do ótimo artigo que li recentemente “Language Disorders Are Learning Disabilities: challenges on the divergent and diverse paths to language learning disability” escrito em 2014 por Sun e Wallach.

O artigo trata da complexa natureza dos distúrbios de linguagem na primeira infância, a sua sobreposição e a sua continuidade com as dificuldades de aprendizagem na idade escolar e os diversos rótulos diagnósticos que podem acompanhar as crianças com dificuldades de linguagem e de aprendizagem. Os autores propõem que a maior parte dos distúrbios de aprendizagem são dificuldades de linguagem que mudaram ao longo do tempo.

O artigo cita como exemplo o caso de Tim, de 2,5 anos com atraso de linguagem. Tim tem dificuldades tanto na área de compreensão, como de expressão, além de questões de atenção. Ele recebeu o diagnóstico de Dificuldade específica de linguagem (DEL) e continuou a receber atendimento fonoaudiológico quando entrou na escola. No 2º ano, Tim já falava e compreendia a linguagem do dia a dia, mas apresentava dificuldades escolares, incluindo as habilidades em leitura e escrita e em expressar suas ideias oralmente e por escrito. A mãe de Tim questionou a possibilidade da criança apresentar um outro problema além da questão da linguagem.

 

Esta dúvida da mãe de Tim leva à clássica questão levantada há décadas por pesquisadores: “Estamos falando de um grupo de crianças que são chamadas por diferentes nomes, mas que na realidade evidenciam um continuum de dificuldades na aprendizagem da linguagem?” Esta foi a resposta dada à mãe de Tim – não há uma nova dificuldade, mas uma diferente manifestação da dificuldade de linguagem de Tim. As diferentes dificuldades vão surgindo à medida que Tim enfrenta novos desafios, já que as demandas de linguagem aumentam à medida que o grau de escolaridade avança.

Como o caso de Tim sugere, crianças e adolescentes com desafios na área de linguagem podem ser identificados com diferentes diagnósticos, em diferentes momentos da vida (da pré-escola ao ensino médio e à vida adulta).

O propósito do artigo é desvendar equívocos sobre os caminhos paralelos e divergentes que crianças com dificuldades de linguagem podem assumir através dos anos, às vezes mudando de diagnóstico conforme elas encontram novos desafios na linguagem oral e escrita.

 

Três argumentos são apresentados sobre a relação entre dificuldades de linguagem e distúrbios de aprendizagem:

1. Os rótulos diagnósticos podem mudar em diferentes contextos por diferentes profissionais – de dificuldades de linguagem para distúrbios de aprendizagem – quando as crianças entram na escola e começam a apresentar dificuldades acadêmicas. Mas, as suas necessidades linguísticas persistem, não importando como sejam chamadas. A maioria das crianças recém identificadas como tendo distúrbios de aprendizagem apresentam necessidades em linguagem e alfabetização pré-existentes que não foram identificadas e que devem ser tratadas.

2. Distúrbios de linguagem nos anos pré-escolares tendem a seguir a criança através do tempo, manifestando-se de forma diferente baseados nas habilidades inerentes ao indivíduo, nos contextos de aprendizagem da linguagem e nas tarefas de aprendizagem. Fonoaudiólogos devem estar cientes dos alicerces linguísticos que as tarefas de aprendizagem demandam e a natureza e período em que há uma “aparente recuperação”.

3. A linguagem está na base de todo o currículo escolar, envolvendo todas as matérias e não somente “Línguas”. A implicação disso é que as escolhas de intervenção devem ser baseadas nas dificuldades que os alunos apresentam no contexto curricular, independentemente de seus rótulos diagnósticos.


Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

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Gênero e atraso de linguagem

Gênero, genes desempenham um importante papel no atraso do desenvolvimento da linguagem

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte
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     Meninos apresentam maior risco para um atraso no desenvolvimento da linguagem que as meninas, de acordo com um novo estudo utilizando dados do Grupo de Estudos Norueguês da Mãe e da Criança. Os pesquisadores também descobriram que as dificuldades de leitura e escrita na família aumentam esse risco.
“Nós mostramos pela primeira vez que dificuldades de leitura e escrita na família pode ser a principal razão pela qual uma criança tem um atraso na fala que se inicia entre os três e cinco anos de idade,” diz Eivind Ystrøm, pesquisador sênior do Instituto Norueguês de Saúde Pública e supervisor de Imac Maria Zambrana, que conduziu a pesquisa.
Os pesquisadores usaram dados de questionários respondidos pelas mães que estão participando do Grupo de Estudos Norueguês da Mãe e da Criança (MOBA). O estudo incluiu mais de 10.000 crianças a partir de 17 semanas de gravidez até os cinco anos de idade.
“MOBA é um grande estudo com uma secção transversal normal da população. Ele nos dá uma oportunidade única de examinar as mudanças ao longo do tempo, o escopo e quaisquer fatores de risco para o desenvolvimento do atraso de linguagem”, diz Ystrøm.

Principalmente meninos

     Os pesquisadores classificaram as dificuldades de linguagem aos três e aos cinco anos de idade em três grupos: atraso persistente no desenvolvimento da linguagem (presente em ambas as idades), atraso transitório no desenvolvimento da linguagem (presente apenas aos três anos) e atraso no desenvolvimento da linguagem identificado pela primeira vez aos cinco anos.
Os meninos são a maioria dos grupos com dificuldades persistentes e transitórias de linguagem.
Ystrøm explica que os meninos têm biologicamente maior risco de transtornos do desenvolvimento no útero que as meninas. Cientistas britânicos mediram o hormônio sexual masculino (testosterona) no líquido amniótico e descobriram que os níveis estavam relacionados tanto com o desenvolvimento de autismo como o de transtornos de linguagem. Ystrøm aponta que meninos têm geralmente o desenvolvimento da linguagem um pouco mais tardio que as meninas, mas que a maioria as alcança durante o primeiro ano. Assim, muitos meninos poderiam estar em risco de um comprometimento persistente da linguagem e dificuldades transitórias de linguagem que desaparecem antes da idade escolar.
Os pesquisadores descobriram que o sexo era irrelevante para o terceiro grupo, que têm dificuldades de linguagem que começam em algum momento entre três e cinco anos de idade.

Fatores hereditários

     Nós temos um bom conhecimento sobre o desenvolvimento normal da linguagem em crianças. Muitos genes são importantes para o desenvolvimento da linguagem e as pesquisas sugerem que diferentes genes estão envolvidos em diferentes tipos de dificuldades de linguagem.
“Dificuldades de Leitura e escrita na família são os fatores de risco predominantes para as dificuldades de linguagem de início tardio. Nós não vemos os problemas de linguagem na criança entre os 18 meses e os três anos de idade. Eles estão latentes”, diz Ystrøm.
Os pesquisadores acreditam que tanto fatores genéticos como fatores ambientais específicos podem levar a atrasos no desenvolvimento da linguagem entre os três aos cinco anos de idade.

O que podemos fazer?

     Ystrøm acredita que as crianças com atraso no desenvolvimento da linguagem devem ser identificadas o mais cedo possível. Os pais, profissionais da saúde e funcionários de creches devem estar cientes do desenvolvimento da linguagem das crianças e criar um ambiente propício à linguagem. Em particular, eles devem estar atento às crianças que apresentam um atraso persiste na linguagem, ou que tiveram um desenvolvimento normal de linguagem até os três anos e então inesperadamente começam a ter dificuldades.
“Os profissionais e cuidadores devem estar atentos. É difícil de detectar dificuldades de linguagem quando a linguagem se torna mais complexa em crianças mais velhas. Eles devem ser treinados para que se sintam confiantes em como identificar dificuldades de linguagem e como incentivar a linguagem de uma criança. Precisamos de mais peaquisas sobre as necessidades das crianças com diferentes trajetórias “, diz Ystrøm.
Os pais que estão preocupados com o desenvolvimento da linguagem da criança devem consultar seu médico. Eles também devem abordar a questão no momento dos check-ups regulares no posto de saúde quando a criança tem entre dois e quatro anos de idade.

Mais pesquisas

     Além de pesquisadores do Instituto Norueguês de Saúde Pública, pesquisadores da Universidade de Oslo e da Universidade de Melbourne, na Austrália, participaram deste estudo. O trabalho é financiado pela Fundação extra para a Saúde e Reabilitação.
“Esperamos continuar a pesquisa e olhar especificamente a relação entre gênero e linguagem. Precisamos de mais pesquisas sobre as necessidades das crianças com vários tipos de atraso de linguagem”, diz Eivind Ystrøm.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Referências:
Traduzido do site – Norwegian Institute of Public Health. “Gender, genes play important role in delayed language development.” ScienceDaily. ScienceDaily, 17 February 2014. <www.sciencedaily.com/releases/2014/02/140217085246.htm>.

Imagem: My Cute Graphics

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Pensamento Abstrato

Atividade para a estimulação do pensamento abstrato e o desenvolvimento das funções superiores da linguagem através da leitura e da escrita.

Autoria da atividade: Lilian Kotujansky Forte

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Analogies

 Analogias e Absurdos Verbais

Clique no link acima para abrir. Arquivo PDF

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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 Referência:

Adaptado do livro “Estimulación del pensamiento Abstracto” de Isabel Domínguez Torrejón

Imagem: Phillip Martin do site: a2z.phillipmartin.info/index.htm

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Analogias verbais e produção escrita

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Analogias verbais e produção escrita

Raciocínio Analógico

O raciocínio analógico é considerado como um componente central da cognição.

É um processo cognitivo que permite solucionar ou entender um problema novo através de uma situação conhecida (análoga), procurando descobrir diferenças e semelhanças para estabelecer uma correspondência entre estruturas e representações mentais diferentes.

O raciocínio analógico também favorece o desenvolvimento de novas aprendizagens, de competências tardias da linguagem e do pensamento criativo.

Produção Escrita

A produção de textos narrativos desenvolve a metalinguagem, isto é, a capacidade de exercer um controle consciente sobre a sua própria língua.

Para que a metalinguagem se desenvolva, além de determinados conhecimentos linguísticos são também necessárias habilidades cognitivas.

Uma destas habilidades é o raciocínio analógico, que permite tanto desenvolver o pensamento criativo, como também manipular mais facilmente as informações sobre componentes do texto. No caso do texto narrativo, o raciocínio analógico ajuda a simplificar e a facilitar a representação da informação na memória, reduzindo o volume de informações para a tomada de decisões ao mínimo indispensável.

As informações acima foram obtidas através de uma pesquisa chilena realizada em 2010 com escolares do terceiro ano da educação básica.

O artigo científico “El razonamiento analógico verbal: una habilidad cognitiva esencial de la producción escrita” realizado por Figari e Escala, procura determinar a relação entre produção textual e raciocínio analógico verbal. Para tanto, estudaram um grupo de 258 escolares do terceiro ano da educação básica em uma prova de escrita narrativa e em uma prova de raciocínio analógico verbal. Os resultados preliminares obtidos mostraram uma correlação entre as duas variáveis.

Sempre achei interessante introduzir atividades de raciocínio analógico em terapia de linguagem oral e escrita. O artigo científico acima citado é mais um argumento da importância deste tipo de atividade em terapia de linguagem.

Em breve colocarei uma atividade que trabalhe com esse processo cognitivo.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

Referência:

ONOMÁZEIN 22 (2010/2): 165-194

Ricardo Benítez Figari, Georgina García Escala

El razonamiento analógico verbal: una habilidad cognitiva esencial de la producción escrita

http://www.onomazein.net/22/07-BENITEZ.pdf

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