Você Sabia?

Para o desenvolvimento da fala é necessário, entre outras coisas, que as estruturas orais estejam íntegras e exercendo suas funções adequadamente. A alimentação nos primeiros meses de vida exerce um papel importante no desenvolvimento da motricidade orofacial e das funções orofaciais, tais como: a sucção, a deglutição, a mastigação e a respiração. Todas estas funções estimulam o desenvolvimento ósseo e muscular da face e a produção correta dos sons da fala.

Um trabalho terapêutico em motricidade orofacial pode ser desenvolvido na clínica de fonoaudiologia quando se observam desvios dos padrões normais nas funções orofaciais do indivíduo.

Mais informações em nosso Blog

Conversar com a criança e ouvi-la com atenção são formas simples e eficientes de estimular sua fala e sua linguagem:

Crianças pequenas possuem um vocabulário mais restrito e podem não se expressar adequadamente quando querem contar algo. Deixá-la tentar e "cometer erros" faz parte do aprendizado. Quanto mais a criança for exposta à comunicação, mais ela aprenderá.

A criança pré-escolar tem muitas novidades para compartilhar com a família e com os amigos, mesmo que ainda não domine a comunicação com grande eficiência. A melhor maneira de estimular as habilidades de linguagem da criança pequena e pré-escolar é através de atividades como jogos, brincadeiras, histórias e músicas.

Na idade escolar a criança aprecia contar piadas e adivinhações, descreve situações complexas, lê em voz alta e conversa com os adultos de maneira confiante. Ouvi-la com interesse faz com que ela perceba que o que diz é importante para os outros. Conversar sobre como foi o seu dia, o que aprendeu, com o que se divertiu, compartilhar histórias de livros são ótimas estratégias para estimular e expandir sua Fala e sua Linguagem.

Algumas vezes essa estimulação não é suficiente para promover um desenvolvimento pleno da linguagem. Nesses casos, a orientação de um profissional da clínica de fonoaudiologia se faz necessária.

Mais informações em nosso Blog

As alterações na linguagem oral e escrita são problemas muito comuns na clínica de fonoaudiologia.
É importante notar também se o desenvolvimento da comunicação oral da criança está em um processo contínuo, sem regressões ou interrupções.

Linguagem Oral:
A aquisição da linguagem é um dos aspectos mais fundamentais do desenvolvimento infantil. Apesar de cada criança ser única em seu processo, ao observar a criança em relação aos colegas de mesma idade os pais perceberão se seu filho parece fugir do padrão apresentado pelo grupo.
As alterações de linguagem oral mais freqüentes são:
Atraso na aquisição da linguagem (demora em começar a falar);
Distúrbio fonológico (dificuldades na fala quanto a produção dos sons - fonemas);
Disfluência (dificuldades na fala quanto a fluência - repetições e hesitações - que podem variar em grau de intensidade);

Linguagem Escrita:
De maneira geral, os distúrbios de linguagem escrita se caracterizam por uma dificuldade na aquisição (alfabetização) e/ou no desenvolvimento da linguagem escrita. Os distúrbios de linguagem escrita podem se apresentar de forma mais específica (dislexias) ou geral (dificuldades de leitura e escrita).
As principais dificuldades são:
Na leitura:
. Dificuldades na decodificação das palavras escritas;
. Dificuldades na compreensão do que foi lido.
Na escrita:
. Problemas ortográficos de diversas naturezas (ex.: escrever errado, trocar letras) e disgrafias (dificuldades no traçado das letras);
. Dificuldades em escrever textos (textos pobres em conteúdo e em coerência).

Mais informações em nosso Blog

São crianças com dificuldades na fala, no que se refere à emissão dos sons (fonemas) esperados para a sua idade e o seu estágio do desenvolvimento. Entre os desvios fonológicos estão as alterações na produção, no uso ou na organização dos sons, tais como: substituições de um som por outro (ex.: /palede/ para /parede/, /afião/ para /avião/), omissões de sons (ex.: /pota/ para /porta/, /gande/ para /grande/) ou distorções de sons (ex.: ceceio – projeção da língua nos sons / s / e / z / entre as arcadas dentárias). No transtorno fonológico severo, a fala da criança pode ser relativamente ininteligível até mesmo para os membros de sua família. Ocasionalmente, formas menos severas do transtorno podem não ser percebidas pela família. Na clínica de fonoaudiologia, o profissional estará apto para identificar essas alterações mais sutis e orientar sobre a melhor conduta.

Mais informações em nosso Blog

A dislexia é uma dificuldade de aprendizagem de base neurológica, frequentemente hereditária, que resulta em transtornos nas habilidades de:
• Leitura
• Escrita
• Soletração

Normalmente é acompanhada por dificuldades de: concentração, memória de curto prazo e organização.
A dislexia não é o resultado de rebaixamento intelectual, de alterações sensoriais, de pouca motivação para o aprendizado ou de problemas de escolarização.
No disléxico, o funcionamento cerebral se apresenta alterado: várias áreas-chave não são suficientemente ativadas aos níveis da análise visual (reconhecimento visual das palavras escritas) e do processamento fonológico (processo de conversão de grafemas – letras - em fonemas - sons das letras), acarretando transtornos nas habilidades de leitura e escrita.

Tratamento da Dislexia:
Apesar de haverem variações em função da especificidade de cada paciente, de uma maneira geral o tratamento da dislexia faz uso de estratégias que busquem desenvolver a competência na leitura e na escrita. Entre estas estratégias estão os trabalhos com: processamento visual, processamento auditivo, processamento da linguagem, atenção, memória, organização e motivação. Quanto mais precoce o diagnóstico e o tratamento, melhores serão os resultados.

Mais informações em nosso Blog

Na clínica de fonoaudiologia, o fonoaudiólogo desenvolve, paralelamente ao tratamento da criança com dificuldades no processamento auditivo, um trabalho de orientação aos pais e à escola. Abaixo, encontram-se alguns exemplos de cuidados e sugestões que podem ser feitos pela família e pelos educadores:
Obter a atenção da criança, chamando-a pelo nome, antes de começar a falar;
Falar de maneira clara e bem articulada;
Conversar com a criança sempre de frente, olhando para ela;
Responder à criança, sempre que for solicitado;
 Usar frases curtas;
Solicitar que a criança repita a ordem dada, a fim de facilitar sua compreensão;
Reduzir ao máximo o nível de ruído do ambiente.

Mais informações em nosso Blog

As dificuldades de aprendizagem não se referem a uma inabilidade única, mas sim a uma categoria geral composta por dificuldades em habilidades de diversas áreas. A clínica de fonoaudiologia recebe com frequência crianças e adolescentes que apresentam queixas escolares e de dificuldades de aprendizagem. Entre as características mais comuns destes estudantes estão:

Na Educação Infantil: falar mais tarde, pouco vocabulário, dificuldade para seguir ordens e rotinas, lentidão para desenvolver a habilidade motora fina.

No Ensino Fundamental - anos iniciais: dificuldade para perceber as relações entre letras e sons, erros freqüentes na leitura, lento para lembrar fatos, dificuldade na aprendizagem de números e cálculos, coordenação motora pobre, dificuldade em compreender o conceito de tempo.

No Ensino Fundamental – anos posteriores: troca sequências de letras nas palavras, evita ler em voz alta, evita atividades escritas, falhas na compreensão de enunciados, dificuldade em se lembrar de fatos, dificuldade em compreender a expressão corporal e facial das pessoas.

No Ensino Médio e Superior: dificuldade em interpretação e análise de textos, dificuldades nos processos metalinguísticos, falhas na produção de textos complexos, falhas na compreensão de enunciados.

Mais informações em nosso Blog