Categoria: Distúrbio de Linguagem Escrita (Página 5 de 6)

Atividade para terapia – cloze2

Autoria do jogo: Lilian Kotujansky Forte

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Complete as palavras que faltam no texto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Atividade realizada no Educaplay

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

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Dislexia: diagnóstico e intervenção precoce

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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A dislexia é uma coReadingndição de base neurológica, frequentemente hereditária, que resulta em transtornos nas habilidades de leitura, escrita, soletração e ortografia. A dislexia não é o resultado de rebaixamento intelectual, de alterações sensoriais, de pouca motivação para o aprendizado ou de problemas de escolarização. Estima-se que até 10% da população apresente dislexia.

Além das dificuldades de linguagem escrita, é comum o indivíduo com dislexia apresentar também dificuldades de linguagem oral, de concentração, de memória de curto prazo e de organização.

O estudo da dislexia, também chamada de dislexia de desenvolvimento, apresentou um grande avanço durante os últimos anos. As pesquisas mais recentes apresentam evidências de que o déficit central vivenciado pelos disléxicos está relacionado ao processamento fonológico (uma complexa hierarquia de funções relacionadas ao processamento de fonemas). Alguns pesquisadores também consideram que a dislexia faça parte do contínuo das desordens da linguagem. Neste sentido, em alguns casos, crianças com um déficit de linguagem oral podem ser mais suscetíveis a apresentarem problemas de linguagem escrita.

É comum que as dificuldades em leitura persistam até a idade adulta, embora exista uma grande variabilidade no grau em que os indivíduos apresentem suas inabilidades de leitura e de soletração.

Diagnóstico

Normalmente a dislexia é detectada em crianças em idade escolar que apresentam uma dificuldade inesperada na aprendizagem da leitura e da escrita.

Nas etapas iniciais da escolaridade, a dificuldade se apresenta especialmente na correspondência entre os sons da língua e sua representação gráfica. No entanto, com o decorrer do tempo, outros sintomas podem se tornar evidentes, enquanto que déficits anteriores acabaram sendo compensados pelo indivíduo.

Muitas crianças disléxicas passam vários anos escolares sem um diagnóstico adequado, perdendo um tempo precioso sem se beneficiarem de um acompanhamento específico.  Quanto mais precoce a detecção da dislexia, melhor o prognóstico, já que ela favorece ao disléxico ir construindo estratégias para lidar com a sua dificuldade.

Conforme explica a ABD (Associação Brasileira de Dislexia), o diagnóstico é feito por exclusão. São descartados fatores como déficit intelectual, lesões cerebrais e desordens afetivas anteriores ao processo de fracasso escolar. Devido à sua complexidade, a avaliação e o diagnóstico da dislexia são realizados por uma equipe multidisciplinar composta por fonoaudiólogo, psicólogo, psicopedagogo e neurologista.

A avaliação vai determinar o nível funcional da leitura do paciente, a extensão de sua dificuldade e as suas potencialidades.

Intervenção

O fonoaudiólogo, por sua formação em desenvolvimento da linguagem oral e escrita e seus distúrbios, é o profissional mais qualificado para tratar o indivíduo com dislexia.

A definição das estratégias de intervenção depende de uma meticulosa avaliação do paciente, para que possa apontar os seus pontos fortes e os seus pontos fracos, os seus interesses e a sua personalidade.

O trabalho específico voltado para as dificuldades apresentadas pelo paciente pode envolver, por exemplo, o desenvolvimento das habilidades de: consciência fonológica, fluência na leitura, produção de textos, memória, planejamento e organização.

Além disso, é importante ensinar o disléxico a se monitorar e a gerir as suas próprias necessidades.

A família é um elemento chave e parceiro no trabalho com o indivíduo disléxico. É ela que tem condições de oferecer apoio constante, de reconhecer o potencial de seu filho ou filha e de encorajá-lo a se superar. O fonoaudiólogo está sempre em contato com a família do paciente, orientando sobre as abordagens mais adequadas a serem usadas dentro de casa.

A orientação ao professor do estudante com dislexia é fundamental, já que é ele quem está diariamente com o aluno. Além de oferecer ao professor estratégias que facilitem a aprendizagem do disléxico, é importante instruí-lo a ser positivo e construtivo, para que o aluno possa recuperar a sua autoconfiança e acompanhar melhor a classe.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

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Estratégias e Habilidades de Leitura

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Leitura – Estratégias e habilidades de compreensão podem
ser ensinadas

· Previsão – ativação de conhecimento prévio,
predizer e estabelecer um propósito;

· Auto-questionamento – gerar perguntar para
guiar a leitura;

· Fazer conexões – relacionar a leitura à sua
própria experiência e a outros textos lidos;

· Visualizar – criar imagens mentais durante
a leitura;

· Saber como as palavras funcionam –
compreensão de palavras através do desenvolvimento de vocabulário estratégico (incluindo
o uso de pistas fonológicas, sintáticas e semânticas para descobrir o
significado de palavras desconhecidas);

· Monitoramento através de perguntas:
“Será que isto faz sentido?” e esclarecimento através da adaptação de processos
estratégicos para acomodar a resposta;

· Resumir – sintetizar as idéias importantes;

· Avaliar – fazer julgamentos.

Fazer perguntas: uma habilidade que ajuda as estratégias de compreensão

· Previsão:

Exemplo em textos narrativos – Do que se trata esta história? O que pode acontecer na história?

Exemplo em textos expositivos – O que eu já sei sobre este assunto?

· Auto-questionamento:

Exemplo em textos narrativos – Por que o personagem está se comportando desta maneira?

Exemplo em textos expositivos – Por que estes eventos aconteceram desta maneira?

· Fazer conexões:

Exemplo em textos narrativos – Será que esta história trata de um assunto parecido com um livro que li recentemente?

Exemplo em textos expositivos – De que maneira este texto se relaciona com o filme que assisti sobre este assunto?

· Visualizar:

Exemplo em textos narrativos – A imagem que estou criando em minha mente sobre o personagem principal é boa?

Exemplo em textos expositivos – Como se parece o lugar onde os eventos acontecem?

· Saber como as palavras funcionam:

Exemplo em textos narrativos – Esta palavra faz sentido nesta oração?

Exemplo em textos expositivos – Que pistas o texto oferece para eu compreender melhor o significado desta palavra?

· Monitoramento através de perguntas:

Exemplo em textos narrativos – Aquilo que estou lendo faz sentido ou preciso de mais esclarecimentos?

Exemplo em textos expositivos – Como posso descobrir mais informações sobre este assunto?

· Resumir:

Exemplo em textos narrativos – O que aconteceu até agora?

Exemplo em textos expositivos – Qual a informação mais importante do texto?

· Avaliar:

Exemplo em textos narrativos – Esta história correspondeu às minhas expectativas?

Exemplo em textos expositivos – O texto me ajudou a compreender melhor este assunto?

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Referências: Guided Comprehension: A Teaching Model for Grades 3–8 © 2002 International Reading Association.

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A Criança e a Leitura Competente

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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O que torna a criança um leitor competente?

A leitura pode ser entendida como um processo ativo, em que o leitor interage com o texto, buscando um significado através de seu conhecimento prévio.

Nos primeiros anos de escolaridade, é necessário desenvolver algumas habilidades fundamentais para a leitura, a fim de que as crianças se tornem leitoras competentes.

As habilidades necessárias ao ensino efetivo da leitura e que apresentam evidência científica são:

– Instrução em Consciência Fonológica:

É a capacidade de se refletir sobre a linguagem oral e seus componentes: palavras, sílabas e fonemas (sons). A percepção de que a fala é constituída por uma sequência de sons e a habilidade em manipulá-los, torna mais fácil para a criança compreender a lógica da escrita alfabética.

Pesquisas recentes mostram uma relação recíproca entre os processos de leitura e escrita e a consciência fonológica e indicam que esta habilidade é critica para um bom desenvolvimento da leitura.

– Instrução em Fluência:

A fluência na leitura se refere à habilidade em ler um texto com precisão, velocidade e expressividade adequadas.

Apesar de a fluência ser uma habilidade que se desenvolve através da prática durante os anos de escolaridade, uma leitura pouco fluente interfere significativamente na compreensão do material escrito.

Instrução em Vocabulário:

O ensino de vocabulário, seja de forma direta e explícita ou indireta, amplia o universo da criança e melhora a desenvoltura com que lê os textos.

Sabe-se que existe uma forte relação entre o conhecimento de palavras e a habilidade de compreensão na leitura.

– Instrução em Compreensão:

A compreensão é o objetivo final da leitura. Trabalhar estratégias efetivas para o desenvolvimento da compreensão é fundamental para que a criança seja um leitor bem sucedido.

Algumas estratégias efetivas: resumir e selecionar os aspectos principais, monitorar a própria compreensão, discutir em pequenos grupos, usar mapas conceituais.

Quando a criança apresenta dificuldades na leitura, apesar de uma instrução escolar adequada, é importante uma avaliação cuidadosa a fim de determinar o que está ocorrendo para que o aprendizado não aconteça da maneira esperada.

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A fluência na leitura

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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A Fluência Na Leitura

A fluência na leitura se refere à habilidade em ler um texto com precisão, velocidade e expressividade adequadas.

Os pesquisadores têm voltado a sua atenção para esta habilidade, já que existe uma correlação entre as habilidades de fluência e de compreensão na leitura.

As pesquisas sugerem que as crianças que não desenvolvem a fluência cedo em sua escolarização estão mais sujeitas a vivenciar dificuldades de leitura e de compreensão nos anos escolares subsequentes.

No entanto, cabe ressaltar que, apesar da fluência na leitura ser uma habilidade necessária, a compreensão do sentido de um texto não depende exclusivamente dela.

O leitor iniciante e o leitor experiente

Para o leitor iniciante, a fluência na leitura é o resultado do desenvolvimento da precisão e o subsequente desenvolvimento do automatismo nos processos sublexicais e lexicais e a sua integração na leitura da palavra e do texto lido. Isto inclui processos perceptuais, fonológicos, ortográficos e morfológicos ao nível da letra e da palavra, bem como dos processos semânticos e sintáticos ao nível da palavra e do texto.

Para o leitor experiente, a fluência na leitura se refere ao nível de precisão e de velocidade em que a decodificação é realizada sem esforço; onde a leitura oral é suave, precisa e com adequada prosódia; e em que a atenção pode ser destinada à compreensão (Wolf e Katzir-Cohen, 2001).

Dificuldades na fluência

A criança que desenvolve uma boa habilidade no reconhecimento de palavras (leitura fluente) é capaz de colocar seu foco e sua atenção na compreensão do texto.

Quando a criança lê muito lentamente ou de maneira hesitante, o texto se torna um grupo de palavras ou frases soltas; há uma dificuldade em recordar o que foi lido e em extrair o seu significado.

Sendo a fluência uma habilidade muito importante para qualquer leitor, é necessário desenvolvê-la e adequá-la quando existem dificuldades.

Avaliação e tratamento

O fonoaudiólogo com experiência em leitura e escrita é o profissional qualificado para avaliar e tratar as dificuldades de fluência na leitura.

A avaliação da fluência na leitura é baseada na verificação de seus componentes: prosódia, precisão e velocidade.

Níveis de fluência segundo o National Assessment of Educational Progress – NAEP, 2002 (EUA)

Nível 4 – fluente: lê principalmente em grandes blocos de palavras com significado. Embora possam ocorrer alguns desvios, regressões e repetições, eles não alteram a estrutura geral do texto. Há preservação da sintaxe do texto e a leitura é feita com uma interpretação expressiva.

Nível 3 – fluente: lê principalmente em grupos de frases de três a quatro palavras. Alguns pequenos agrupamentos podem estar presentes e a maioria das frases parecem apropriadas e preservam a sintaxe do texto. Há pouca ou nenhuma interpretação expressiva.

Nível 2 – não fluente: lê principalmente em blocos de duas palavras e, algumas vezes, em grupos de três ou quatro palavras. O agrupamento de palavras lido pode parecer fora de um contexto maior (da sentença ou do trecho lido).

Nível 1 – não fluente: lê principalmente palavra por palavra. Frases de duas ou três palavras podem ocorrem, porém não são comuns e/ou não preservam a sintaxe da língua.

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