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Letras espelhadas

O cérebro pode inverter letras e palavras refletidas em um espelho

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

www.fonologica.com.br/quem_somos.html

A maioria das pessoas pode ler devagar e com esforço textos refletidos no espelho, mas uma equipe de cientistas do Centro Basco de Cognição, Cérebro e Linguagem demonstrou pela primeira vez, que podemos girar mentalmente essas imagens e entende-las de forma automática e inconsciente durante alguns instantes.

“Em um período muito inicial do processamento, entre os 150 e os 250 milissegundos, o sistema visual gira completamente as palavras refletidas no espelho e as reconhece”, explica Jon Andoni Duñabeitia, principal autor da pesquisa, “mas então o cérebro imediatamente detecta que esta não é a ordem correta e “se lembra” que não deve processá-las deste modo.”

Para o estudo, publicado na revista NeuroImage, os pesquisadores monitoraram com eletrodos a atividade cerebral de 27 participantes enquanto eles realizavam dois experimentos em frente a uma tela de computador.

No primeiro, entre outras informações, foram apresentadas palavras com algumas letras invertidas por 50 milissegundos (um flash imperceptível, mas que é processado pelo cérebro) e, no segundo experimento, a palavra inteira estava invertida (por exemplo, OVITOM ao invés de MOTIVO).

Os resultados do EEG revelaram em ambos os casos que, entre os 150 e os 250 milésimos de segundo, a resposta cerebral depois de ver as palavras refletidas como em um espelho era a mesma que quando lidas do modo normal.

Uma melhor compreensão da dislexia

“Estes resultados abrem um novo campo no estudo dos efeitos da rotação involuntária de letras e palavras em indivíduos com dificuldades associadas a leitura (dislexia) ou a escrita (disgrafia)”, disse Duñabeitia.

O investigador tranquiliza os pais se preocupam quando os filhos começam a escrever invertendo as letras: “. É a conseqüência direta da propriedade de rotação em espelho do sistema visual”. De fato é comum que as crianças  comecem a escrever assim até que aprendam as formas “canônicas” na escola.

“Agora sabemos que inverter as letras não é um problema exclusivo de alguns disléxicos, uma vez que toda pessoa faz isso de modo natural e inconsciente, mas temos que entender porque os leitores normais podem inibi-lo e algumas pessoas com dificuldades de leitura e escrita não, confundindo o ‘b’ com o ‘d’, por exemplo “, explica Duñabeitia.

A comunidade científica entretanto ainda não descobriu como a leitura, uma habilidade aprendida relativamente tarde no desenvolvimento humano, pode inibir a rotação mental no espelho, uma habilidade visual comum em muitos animais.

“Um tigre é um tigre tanto lado direito como do lado esquerdo, mas uma palavra escrita de modo espelhado perde o seu significado, embora agora já sabemos que não é tão incompreensível para o nosso sistema visual, porque ele é capaz de processá-la como se estivesse correta”, conclui o pesquisador.

Referência:

Jon Andoni Duñabeitia, Nicola Manuel Molinaro e Carreiras. “Através do espelho: a leitura Mirror”. NeuroImage 54 (4): 3.004-3.009, fevereiro de 2011. Doi: 10.1016/j.neuroimage.2010.10.079.

Traduzido do site: www.agenciasinc.es/esl/Noticias/El-cerebro-frente-a-las-palabras-del-espejo em 30 março 2011 12:13

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

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Atividade para terapia – cloze

Autoria do jogo: Lilian Kotujansky Forte

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Complete as palavras que faltam no texto.

Atividade realizada no Educaplay

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Atividade para terapia – analogia parcial

Autoria do jogo: Lilian Kotujansky Forte

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Analogias parciais com relação de antonímia

Atividade realizada no Educaplay

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A tecnologia digital na terapia de leitura e escrita

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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Novos modelos de comunicação escrita estão continuamente surgindo, especialmente com o advento da Internet. Essas novas concepções de comunicação escrita incluem textos em formatos inovadores (textos em mídias múltiplas), novas expectativas de leitura (leitura não-linear) e novas possibilidades de atividades (publicações de páginas na web).

As vivências com a comunicação escrita tradicional foram estendidas às experimentadas com a Internet: o uso efetivo de programas de busca para localizar informações, a avaliação das fontes de informação, a comunicação através do uso de correio eletrônico, textos e chats e o emprego de processadores de textos.

Enquanto as novas mídias tecnológicas evoluem, é importante preparar os pacientes para compreenderem e se ajustarem a essas demandas.

Em terapia de leitura e escrita, a tecnologia digital se apresenta em duas abordagens principais:

. Serve como ferramenta de apoio à terapia, por apresentar múltiplos recursos (“aprender com ela”);

. Necessidade de preparar o paciente para que ele entenda e se ajuste às novas formas de comunicação escrita para suas necessidades atuais e futuras (“aprender sobre ela”).

Cabe também ponderar que:

. O simples uso de um programa de computador não prepara por si só o paciente para as novas possibilidades de comunicação escrita;

. Os modelos de comunicação digital são muito dinâmicos e mudam constantemente, exigindo flexibilidade de adaptação tanto do terapeuta como do paciente.

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Vocabulário

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

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A importância do vocabulário

A importância do vocabulário é reconhecida por diversos estudiosos da linguagem. Para Stahl “expandir o vocabulário da criança é ensiná-la a pensar sobre o mundo”. Possuir um bom vocabulário nos ajuda a compreender melhor os outros, a sermos mais bem compreendidos e a melhor usufruirmos da riqueza de nossa língua.

Conhecer bem uma palavra envolve o aprofundamento de seu significado, a flexibilidade de seu uso, a habilidade em reconhecer sinônimos, em defini-la e em usá-la de maneira expressiva.

No ambiente escolar o conhecimento das palavras e a habilidade de usar a linguagem são essenciais:

· O conhecimento do vocabulário na Educação Infantil e no início da Educação Fundamental são importantes previsores da compreensão da leitura nos anos posteriores do Ensino Fundamental e Médio.

· A dificuldade com vocabulário tem grande influência na leitura de um texto.

· O vocabulário que usamos influencia significativamente no julgamento que os outros fazem a respeito de nossa competência.

· O ensino de vocabulário pode melhorar nossa compreensão na leitura.

· A falta de vocabulário pode ser um fator subjacente ao fracasso escolar de muitos estudantes.

Tipos de vocabulário

Cada um de nós possui quatro vocabulários:

· Palavras que entendemos quando as ouvimos

· Palavras que conseguimos ler

· Palavras que usamos em nossa fala

· Palavras que usamos em nossa escrita

Os quatro vocabulários se sobrepõem mas não são o mesmo, e a relação entre eles muda com o tempo.

O ensino do vocabulário

No ambiente educacional o ensino do vocabulário é importante para todos os estudantes – aqueles que apresentam um vocabulário restrito e que têm urgência em aprender novas palavras para progredirem nos estudos; os que possuem um conhecimento médio de palavras e que precisam ampliar seu vocabulário para se tornarem mais produtivos e bem sucedidos; e aqueles com um grande vocabulário que podem se tornar mais competentes a fim de alcançarem um nível ainda maior de sucesso acadêmico.

Modalidades no aprendizado de vocabulário

· Aprendizado de vocabulário oral básico

· Aprendizado de leitura de palavras conhecidas

· Aprendizado de novas palavras para conceitos conhecidos

· Aprendizado de novas palavras para novos conceitos

· Aprendizado de novos significados para palavras conhecidas

· Enriquecimento de significados para palavras conhecidas

· Emprego das palavras do vocabulário receptivo (ouvidas ou lidas) para o vocabulário expressivo (faladas ou escritas)

Vocabulário e Terapia Fonoaudiológica

A deficiência no conhecimento e no uso do vocabulário pode trazer grandes limitações sociais ao indivíduo.

É necessária uma intervenção mais específica quando a criança, o adolescente ou o adulto apresentam uma pobreza vocabular que compromete sua comunicação (oral e/ou escrita) e que não foi superada com a estimulação nos ambientes familiar e educacional.

O Fonoaudiólogo, por sua formação em Linguagem, é o profissional qualificado para avaliar e tratar o indivíduo que apresenta estas dificuldades -tanto no nível oral quanto escrito.

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imagem: http://etc.usf.edu/clipart/

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